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Greves de Pessoal Não Docente | Esclarecimento

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Email enviado HOJE (8 janeiro de 2023):
“À direção nacional do STAL e da CGTP,
Como é público, desde 9 de dezembro de 2022 está a ocorrer uma forte luta/greve nas Escolas de todo o país. Se dúvidas houvesse do grau de adesão a esta luta, a grande manifestação de professores a 17 de dezembro com mais de 25 000 pessoas retirou qualquer dúvida.
Face ao grande impacto dessa luta, durante dezembro recebemos o apelo de muitos colegas Assistentes Operacionais, Assistentes Técnicos, Psicólogos escolares, terapeutas, etc., para que essa luta os incluísse também, nomeadamente, porque muitas das reivindicações dos docentes são semelhantes às do pessoal não docente (por exemplo aumento salarial que compense a inflação dos últimos anos, uma avaliação justa e sem quotas, direito à Caixa Geral de Aposentação para todos, gestão escolar democrática, etc.) além da questão central, de que o funcionamento diário de uma Escola é um grande trabalho de equipa onde TODOS (sem exceção) os seus Profissionais de Educação (PE) são fundamentais para darmos as melhores condições para os nossos alunos. Por isso, e também porque a defesa da Escola Pública e de melhores condições para TODOS que lá trabalham (e estudam), não deve ser feita apenas pelos professores, a luta/greve dinamizada pelo S.TO.P. incluí já todos os PE incluindo pessoal docente e não docente desde 4 de janeiro de 2023.
Desde o início desta greve que recebemos inúmeras queixas de docentes e não docentes a referirem que dirigentes e/ou delegados sindicais de outros sindicatos (incluindo sindicatos/federações associadas à CGTP) atacam intensamente o S.TO.P. e esta greve, nomeadamente alegando que é ilegal, que pode provocar faltas injustificadas, que só pode ser realizada todo o dia, etc. Como sabem, estas calúnias contra as greves dinamizadas pelo S.TO.P. não são novidade e apesar das nossas várias tentativas fraternais para que vocês esclarecessem (CGTP) até hoje vocês nunca se dignaram sequer a responder e já passaram vários anos desde esses nossos pedidos de esclarecimento (pelo menos desde 2019)…
Face à gravidade do que aconteceu no passado e agora, novamente em 2023, voltamos a informar que temos provas de pelo menos mais um destacado dirigente sindical vosso anda a caluniar um sindicato e/ou uma greve em curso (ver anexo). Nomeadamente essa destacada dirigente vossa escreveu publicamente a 5 de janeiro do presente ano: “…há meia dúzia de meses alterou os seus estatutos para alargar o seu âmbito de actuação a todos os profissionais afectos à educação. Recentemente e convenientemente, diga-se!”. Isso é totalmente falso. Como é público, o S.TO.P. representa todos os profissionais da educação desde o início de 2019, ou seja, essa alteração não foi apenas há “meia dúzia de meses” mas praticamente há 48 meses! E desde 2019 que o S.TO.P. tem dinamizado lutas/greves que juntou todos os Profissionais da Educação (pessoal docente e não docente) nomeadamente com uma importante vitória contra o amianto escolar após uma greve de mais de 2 meses entre outubro e dezembro de 2019 que fechou dezenas de escolas (algo que foi benéfico para TODOS que trabalham e estudam nas escolas e não apenas para os professores).
Por isso exigimos um urgente esclarecimento vosso sobre:
1) se a vossa direção (tanto do STAL como da CGTP) se identifica com este tipo de procedimento desta vossa destacada dirigente?;
2) e se não se identifica, que tipo de procedimentos irá tomar relativamente a quem pratica estas calúnias contra uma luta/greve que está a mobilizar de forma inédita muitos milhares de Profissionais da Educação?
Como sempre estamos disponíveis para reunir para vos mostrar essas e outras provas de calúnias contra o S.TO.P. que já temos (desta dirigente mas também de outros destacados dirigentes de sindicatos/federações incluindo de professores associadas à CGTP).
Se até dia 12 de janeiro não nos esclarecerem cabalmente às duas simples questões referidas, naturalmente interpretaremos isso como um apoio claro a este tipo de conduta caluniosa o que, infelizmente, faz o jogo de quem ataca os trabalhadores e nos pretende dividir.
Cada vez mais PE se estão a aperceber que, apesar da tentativa de desunião e de desinformação, esta greve marcada pelo menos até 31 de janeiro dinamizada pelo S.TO.P. é 100% legal para o pessoal docente e não docente.
Cada vez mais PE estão a perceber que quem trabalha nas escolas têm sido intensamente atacados nas últimas décadas por diferentes governos e derrotados nas suas lutas porque poderosos interesses instalados têm conseguido “dividir para reinar” o pessoal docente e não docente. Mas com esta luta/greve crescente, cada vez mais agora se constata, inequivocamente, que a nossa divisão é uma armadilha (que favorece o governo) e que JUNTOS SOMOS MUITO + FORTES!
O S.TO.P. acredita realmente na importância da unidade dos trabalhadores mas somos consequentes. Também por isso, independentemente de concordarmos (ou não) com as greves convocadas por outros sindicatos, nunca as atacamos (e muito menos as caluniamos) nem admitimos que dirigentes nossos o façam.
Solicitamos e aguardamos uma resposta célere: todos que trabalham nas escolas precisam e merecem saber a verdade.
Saudações sindicais,
S.TO.P. – Sindicato de Todos os Profissionais da Educação.