O nosso ministro, na sua senda de não cair na irrelevância político mediática que o espera no fim do mandato, se não fizer a transição política para o Nunismo, veio dizer que associar a morte de uma aluna, por causa de um vidro, às condições da eacola é de mau gosto.
Eu arrisco o mau gosto em nome do rigor.
Estou certo que, se bater contra o vidro da agência bancária, onde entrei há pouco, ele vai partir no característico granulado do vidro de portas e não em farpas.
Porque o banco previne a insegurança e não quer responsabilidades. .
Depois, linguista que é, especializado em condições de segurança de edifícios, o ministro vem dizer “o acidente podia acontecer em qualquer sítio onde haja vidro.”
E nenhum jornalista observa ou pergunta o que estou aqui a perguntar.
Aqueles que choram hoje pela falta de salário e desemprego deviam por a mão na consciência e pensar quantas vezes “não incomodaram políticos” por medo do mau gosto.
Servir o povo é fazer perguntas incómodas e que incomodam o refinado gosto estético de ministros.
Uns tempos num servico de proteção civil deram para, no meu caso, aprender que vidros há muitos e que não fraturam todos da mesma maneira.
Num país a sério, a falta de rigor do ministro (habitual nele) não passava como frase inócua. Há regulamentos sobre vidro em construções e sobre as condições em que o vidro lasca quando parte. Que são adequaveis ao uso do local.
Pelos vistos, dizem as notícias, a jovem morreu porque uma lasca comprida de vidro lhe perfurou um pulmão.
Não sei o que dizem os regulamentos sobre como devem fraturar os vidros em construções escolares, quando partem por encontrão.
Mas parece-me que, se é permitido o vidro instalado, lascar para formar farpas compridas e que furam pulmões o regulamento precisa de mudança.
E instalações escolares e suas regras de segurança são capazes de ser assunto do ministro.
Lamento o mau gosto.
Mas creio que tudo se deve fazer para evitar novo acidente assim. Até impor portas com vidros melhores e que não sejam “qualquer vidro”.
A vida e segurança dos nossos alunos não merecem “uma coisa qualquer”.
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