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Telescola: Quem são as novas estrelas da TV

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Rainha das manhãs

Rivaliza no horário e nas audiências com Cristina Ferreira. E se houvesse um medidor de empatia, talvez a professora da telescola ganhasse à apresentadora da SIC, pelo menos entre os pequeninos

Isa Gomes

Idade: 39 anos
Residência: Moita
Escola: Colégio Corte Real
Disciplina: Português, 1º e 2º anos
Escola ideal: “Talvez aquela em que todos estejam satisfeitos, onde cada um consiga alcançar o seu máximo.”

Quase dois milhões de telespectadores seguiram a professora Isa, num domingo ao serão. A maioria, arrisca-se, não teria idade para andar no 1º ano nem tão-pouco estaria interessada numa aula de português da antiga Primária, até porque o canal em questão não era a RTP Memória. Nessa noite de 26 de abril, a “rainha das manhãs” marcou presença no programa de Ricardo Araújo Pereira, Isto é Gozar com Quem Trabalha (SIC), e a culpa atribui-se à fama que alcançou em apenas duas semanas de aulas na televisão. Falou com o humorista no sábado anterior e aceitou o repto de imediato, sabendo apenas que iriam apresentar o programa juntos – ela em modo de professora, claro. Depois descontraiu, leu o que os argumentistas puseram no teleponto e fê-lo muito bem

“Se tivesse recusado o convite, iria arrepender-me”, conta, ainda com alguma vergonha da inesperada exposição mediática, enquanto vagueia pelo colégio onde normalmente estaria a dar aulas. Por aqui parece que a normalidade vai regressar a qualquer momento – até há pequenos casacos pendurados nos cabides. Por estes dias estranhos, Isa (é mesmo este o seu primeiro nome) continua a seguir os seus meninos online, todos os dias, além das aulas da telescola que ampliaram a sua rede de influência. Recebe agora muitas mensagens através de emails, SMS, redes sociais, gravações de voz ou desenhos – de gente que conhece e não conhece. De gente que a adora ou que se fixa no facto de dizer muitas vezes “ok”; de outros que gostam que ela fale de si na terceira pessoa ou dos que acham isso ridículo. Enfim, passou a ser escrutinada como se fosse uma profissional de televisão, coisa de que nunca se aproximou sequer. “Não ia fazer diferente daquilo que sou no dia a dia. Só procuro ser o mais natural possível, assumir que estou nervosa ou que me engano. O objetivo é chegar aos miúdos e, ao mesmo tempo, ajudar os seus professores, complementando-lhes o trabalho desenvolvido noutras plataformas.”

Não ia ser diferente daquilo que sou no dia a dia

Faltam os livros na sala
A professora Isa, como agora todos lhe chamam, nasceu no Montijo e sempre viveu na Moita, no centro da vila. Depois de ter tirado o curso no Instituto Politécnico de Setúbal, andou por várias escolas públicas, dando aulas do 1º Ciclo, até encontrar no Colégio Corte Real um poiso com sentido, onde pode dar azo ao que foi aprendendo no Movimento da Escola Moderna, especialmente direcionando os alunos para o gosto pela leitura. “Curiosamente, nunca fui uma leitora com muitas referências, mas desde que nasceu o meu filho Xavier, há três anos, os livros infantis tornaram-se uma coisa muito importante.” De tal modo que está numa pós-graduação na Universidade Católica sobre o tema.

Até 26 de junho, data do final das aulas, o ritmo e o descontrolo da vida familiar não vão aliviar. E também não terá possibilidade de atenuar as saudades que sente dos seus alunos. É triste ver a sua sala preparada para os receber, com mapa de tarefas na parede, desenhos por todo o lado, cadernos nas prateleiras, canetas dentro de copos. Só o cantinho da biblioteca está despido, pois foi de onde retirou os livros para as histórias que conta e que milhares de portugueses escutam.

O medo do silêncio dos inocentes

De Almada à Alemanha são dois dedos de distância, graças às aulas dinâmicas que a professora Cristina dá e que todos podemos ver. Sprichst du Deutsch?

Cristina Weber
Idade: 59 anos
Residência: Almada
Escola: Agrupamento de Escolas Emídio Navarro
Disciplina: Alemão, 7º ao 9º ano
Escola ideal: “É onde todos aprendem e os laços se estabelecem. E, claro, sempre com respeito.”

Entra-se na escola de Almada e há pastas por todo o lado, à espera que os alunos as venham recolher, num final de ano letivo esquisito e precipitado pela pandemia. Ainda estamos no hall de entrada e Cristina Weber já está a queixar-se das saudades que tem de ver estes corredores cheios de jovens ruidosos. A conversa decorre numa sala de aula com cadeiras a pedir ocupação desde o dia 13 de março. No caso desta professora, a normalidade foi interrompida antes, por causa de uma viagem à República Checa com outros colegas e alguns alunos. Quando chegaram, no dia 11, ficaram em quarentena e já não puderam gozar os últimos dias do ambiente escolar. Poderia lá imaginar que pouco tempo depois estaria a debitar matéria, em alemão, para as câmaras?

Considera-se uma “filha de Almada”, pois, desde que se lembra, é esta a sua terra. A não ser durante seis anos, quando trocou a cidade da Margem Sul por Trier, na Alemanha, quase na fronteira com o Luxemburgo. Foi lá parar num intercâmbio universitário, nos primórdios da CEE, para estudar durante um ano, com bolsa. Quando acabou esse período, não só estava caída de amores por um alemão (que lhe deu o apelido que usa) como foi convidada para ir trabalhar para o Parlamento Europeu, dando aulas de Português a estrangeiros. Ao fim de três anos dessa atividade desafiante, o marido insistiu em vir para Portugal, coisa que ainda hoje lhe agradece, pois por ela ter-se-iam mantido em Trier. “Não fora essa vontade dele e nunca formaria a família que tenho hoje, com três filhos, porque o meu trabalho era muito exigente.”

Há os que estão à espera de apanhar um erro para nos caírem em cima

Em Almada, abrandou o ritmo e concorreu durante oito anos a escolas perto da sua área de residência para lecionar Inglês ou Alemão, as especialidades tiradas na Faculdade de Letras de Lisboa. Depois, assentou neste agrupamento bem ao lado de casa e tem-se dedicado a cativar os alunos para a língua de que muitos fogem. Nessa missão, aliou-se ao Goethe Institut para transformar a Emídio Navarro num Projeto Escola Piloto de Alemão (PEPA) – só há mais 30 a nível nacional. Isso faz com que haja incentivos, formação de professores, bolsas para alunos, cursos de verão, intercâmbios. Aliás, a tal viagem que os “aquarentenou” mais cedo vem deste projeto.

E agora?
Estava então a acabar de cumprir os 14 dias de reclusão quando soube que tinha sido escolhida para dar a cara pela sua disciplina do coração, no Estudo em Casa. “E agora?”, foi a pergunta que lhe apareceu de imediato. Como iria fazer, se não tinha outros colegas para a ajudarem? Como ensinar uma língua mal-amada a uma população difusa, que vai do 7º ao 9º ano? Decidiu logo que daria as aulas sem falar português, porque essa é a metodologia que se aconselha na aprendizagem de uma língua estrangeira.

Não poderia imaginar que os mais velhos e mais desocupados se aproveitariam dos seus ensinamentos para passar a dizer umas palavras em alemão. “Nunca tive este nível de exposição. Há os que valorizam o nosso esforço e os que só estão à espera de apanhar um erro para nos caírem em cima”, desabafa, apesar de se sentir confortável com as palmadinhas nas costas que continua a ter do instituto. “É tudo muito difícil, então aquele relógio em contagem decrescente… Mas, no caso de uma língua, a situação ainda piora, porque faltam a comunicação, a leitura, a interação… Sei que chego aos meus alunos, ao resto não sei. Sinto medo do silêncio.”

A despertar os Picassos aí de casa

Artes à distância para todos? Sim, é possível. Se não acredita, sintonize nas aulas de Carolina Marta, que têm a ajuda de outros dois professores do colégio onde se ensina com base na inovação

Carolina Marta
Idade:
 32 anos
Residência: Pinhal de Frades
Escola: Colégio Atlântico
Disciplina: Educação artística, 1º ao 9º ano
Escola ideal: “Aquela em que se respeita a individualidade do aluno, porque nenhum é igual ao outro nem aprende da mesma maneira.”

Carolina ainda está no set e as câmaras acabaram de se ligar. Agora, a luz vermelha só se apagará daqui a 30 minutos, sem pausas nem cortes, como numa aula. Ou mais ou menos como numa aula, porque aqui não há quem lhe responda e a única interação é com o realizador e os técnicos que, ainda por cima, se escondem numa máscara. Além do mais, não estão a aceitar os seus desafios artísticos, mas a mandá-la falar mais devagar, fazendo gestos com as mãos, ou a pedir-lhe que olhe para a câmara certa.

A oscilar entre o orgulho e o onde me estou a meter?

Lá em casa ninguém dá por ela, até porque entretanto Carolina e Patrícia (a colega com quem divide a aula nesta gravação) põem um vídeo para exemplificar algumas obras de arte. O professor Luís, que completa o trio artístico que dá aulas a um público vastíssimo, do 1º ao 9º ano, está a assistir a tudo, no estúdio. Quando a aula acaba, arrumam o material e trocam risinhos cúmplices a três. Só passam alguns minutos até que vão dar uma perninha na gravação de música que já decorre, abanando os instrumentos que acabaram de ensinar a construir na aula ao som de Oh Freedom. Na vida real, Carolina Marta veste-se tão descontraidamente como hoje – calças de ganga justas, ténis, t-shirt justa branca e lenço à volta do pescoço. Até porque continua a seguir as suas oito turmas (7º, 9º e 11º) através de aulas virtuais e é assim que se habituaram a vê-la.

Desafios dos 6 aos 15
Se lhe dissessem, na sua juventude em Armamar, que viria a ser uma professora de artes, acharia tal impossível. Nem mesmo quando veio para Lisboa tirar Design na Universidade Lusíada. Só quando começou a ajudar no colégio onde ainda hoje trabalha e a ganhar o gosto pelas crianças é que isso se tornou uma possibilidade para quando acabasse o curso. Uma década depois, é coordenadora da disciplina e mora a 50 metros da escola, com o marido e duas filhas, de 4 e 2 anos. Como agora as suas aulas passaram a ser dadas à distância, a vida familiar complicou-se, como na maioria das casas portuguesas. A sala lá de casa passou a ser também escritório e tornou-se difícil “acompanhá-las no tapete, nos Legos…” E depois ainda se envolveu a fundo no Estudo em Casa e os seus sentimentos passaram a oscilar entre o orgulho e um mais angustiante “onde estou a meter-me?”.

Para garantir que está a meter-se no sítio certo, todas as semanas ouve com muita atenção o que a DGE tem para dizer, reúne online até de madrugada, traça o guião, decide os materiais a levar e ensaia no Teams com os colegas com quem partilha o plateau. E há ainda que magicar o desafio lançado no final de cada aula, tendo em conta que do lado de lá estão alunos que podem ter entre 6 e 15 anos. Carolina sabe que também existem casos de pais a pintarem, a construírem maracas, a entreterem-se com manualidades.

Se no Atlântico, onde trabalha, pode inovar, porque o projeto educativo vai nesse sentido, e organizar atividades como a pintura de um mural inspirado no controverso Banksy, quando está a falar para os 50 mil alunos que não têm internet deve pensar em materiais que possam ter em casa – se não houver uma caneta de feltro, pode fazer-se o mesmo desenho só com uma esferográfica. Porém, fará sempre as coisas “à Atlântico”, um sinónimo de liberdade e de respeito pela individualidade do outro.

É para pôr toda a gente a mexer

Fazer ginástica de microfone preso nas calças não será fácil, mas a Elisabete Neves isso já deixou de fazer confusão – a ideia é que os alunos aprendam algumas técnicas, mas sobretudo que saiam do sofá

Elisabete Neves
Idade: 38 anos
Residência: Torres Novas
Escola: Agrupamento de Escolas de Alcanena
Disciplina: Educação Física, 9º ano
Escola ideal: “Trata-se de um lugar onde todos se sentem bem, como uma parte de um todo, onde a sua voz conta.”

Desde que lhe exigiram que escolhesse uma área, no 10º ano, sempre lhe pendeu o coração para o desporto e, por isso, enveredou pelas Ciências. Mas daí a estar a fazer ginástica em frente às câmaras para milhões de portugueses vai um passo enorme, que nem consegue bem medir. Pelo meio, há uma licenciatura tirada no Funchal, para onde migrou aos 18 anos, levada pela mãe. Na ilha encontrou outros tantos como ela, o que amenizava o teor dramático das despedidas familiares.

A sua turma só tinha 30 alunos e eram todos certinhos, nem se “baldavam” nem nada. Ao mesmo tempo, trabalhou numa biblioteca e fez um curso de aeróbica e outro de hidroginástica. Acabou por ficar por lá a dar aulas, durante dois anos. Como não calhou namorar nem casar-se com um madeirense, como viu acontecer a muitos colegas, voltou para a aldeia de Rexaldia, perto de Torres Novas. Mas depressa se mudou para Lisboa, com um antigo colega de escola que, entretanto, virara seu marido.

Como ensinar voleibol ou basquetebol a alunos em casa?

Durante sete anos, como todos os professores, andou a saltitar. Bastou o seu primeiro filho nascer, em 2013, para deixar a capital e voltar para a terra natal e passar a lecionar mais próximo de casa, na zona do Médio Tejo. Há um ano e meio efetivou em Alcanena, dando aulas ao Secundário. Agora, é pelo WhatsApp, Moodle e email que estabelece tarefas e planos de trabalho aos seus alunos, com o principal objetivo de tirá-los do sofá e da frente do ecrã. Depois, em vez de ir dar uma caminhada ou brincar com os filhos, está a responder ao que lhe mandam e a interagir com eles. O que lhe vale é ir, dia sim, dia não, à aldeia onde os pais vivem, bem à larga, num terreno com patos, galinhas e muito mais.

De calças a estrear
Desde que se meteu a dar aulas na televisão ainda tem de dedicar mais umas horinhas do dia para ir ao ginásio da sua colega de ecrã, Ana Bela Ruivo, 54 anos, onde ensaiam as duas, à porta fechada, claro. Por detrás delas, há um grupo muito unido de criativos, composto pelos restantes professores da disciplina, que as ajuda a pensar como se pode ensinar voleibol, basquetebol ou andebol a alunos em casa e que, em princípio, nem têm espaço nem equipamento adequados a esses desportos. No caso do basquetebol, por exemplo, mostraram como se faz uma bola de papel e usaram um tacho em vez do cesto. “Assim, não partem nada nem fazem barulho para os vizinhos”, nota Ana Bela.

Também se lembraram de pedir a dois alunos para irem ao ginásio da escola gravar alguns exercícios, para que os colegas deles os repitam lá em casa, e passam-nos em vídeo, alternando com as explicações teóricas e outros movimentos de condição física.

Está na hora do exercício. Elisabete já tem o microfone preso nas calças de licra pretas e cor de rosa, a estrear. “Comprei-as há dois meses e ainda nem as tinha vestido.”

Mais vale acompanhado

Além da equipa técnica que têm na retaguarda, Antónia e Márcio fazem questão de levar os bonecos Miro e Mirita até aos estúdios da RTP para os auxiliar no ensino da Matemática aos mais novos

Antónia Rodrigues e Márcio Machado
Idades: 54 anos e 39 anos
Residência: Rio Maior
Escola: Agrupamento de Escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva
Disciplina: Matemática, 3º e 4º anos
Escola ideal: “Tem de ser presencial, com alunos chegados a nós.” (Antónia); “Com menos alunos por turma, para dar apoio mais individual.” (Márcio)

Antónia e Márcio nunca se sentem sozinhos. Desde logo, há um grupo de 60 professores do mesmo agrupamento que também anda nisto da telescola, mais à frente ou mais atrás das câmaras. Depois de uma experiência a solo, decidiram que iam enfrentar, em conjunto, o monstro, em nome da cumplicidade que os une há anos – e o “sofrimento” torna-se muito mais acompanhado. Além disto, criaram dois bonecos que estão sempre com eles nas aulas da televisão, o Miro e a Mirita, batismo alusivo ao Casimiro que dá nome ao agrupamento; ele anda no 7º ano e ela no 4º, mas veem ambos a telescola, porque são muito amigos. A materialização destas personagens ficou a cargo de uma auxiliar que em apenas dois dias as deixou prontas.

Antónia tem quase tanto de profissão como Márcio de vida, mas estão no mesmo barco vai para cima de uma década, a ensinar meninos do 1º Ciclo. É deles, ou do seu afeto, que sentem muita falta, apesar de os verem em videochamadas. “Nada substitui o contacto diário, o abraço que nos dão, o olhar nos olhos”, nota Antónia.

Fora da escola, das salas lado a lado, nada os une: Márcio tem um filho de 10 anos, que joga futebol e lhe ocupa todos os fins de semana; já Antónia está dispensada desses afazeres, porque a sua tribo está criada e um dos filhos até estuda em Felgueiras. Nada disso os impediu de embarcarem, em fevereiro, rumo a Atenas, para uma formação com a chancela do Erasmus Mais. Antes, já tinham ido a Roma com a mesma finalidade. Quando chegam dessas viagens, é costume fazerem palestras para transmitirem o que aprenderam aos que não saíram de Rio Maior.

Todos os dias na escola
Apesar de as aulas presenciais terem acabado a 13 de março, Antónia e Márcio continuam a ir à escola, todos os dias, para preparar as sessões televisivas que gravam à razão de duas por semana. Há mais três colegas na retaguarda da Matemática, que costumam fazer-lhes as pesquisas e construir os recursos que eles mesmos criam com a prata da escola (como as falas dos tais bonecos). Aqui, esgota-se quase até ao infinito o facto de o agrupamento ser bastante tecnológico e dispor de imensos meios. O professor Mário, que normalmente se dedica às aulas de Educação Musical, por exemplo, tem passado os últimos dias enfiado no estúdio de gravação, bastante bem equipado, a ajudar vários colegas nos conteúdos que querem levar para complementar o Estudo em Casa. Neste espaço, forrado a verde chroma, o par mostra-se bastante à vontade e até consegue recitar partes da aula gravada na véspera, bem memorizada para não haver passos em falso.

Nada substitui o contacto diário, o abraço que nos dão

Se esta parelha de professores já era conhecida nas redondezas, porque o meio é pequeno e muitos são pais de alunos ou de ex-alunos, agora, quando os dois vão ao supermercado ou à farmácia, quase lhes pedem autógrafos. Por outro lado, não se deixam abater pelas críticas mais negativas que circulam nas redes sociais, porque Antónia Henriques nem tem Facebook e Márcio Machado decidiu bloquear a função de procura por nome para resguardar-se da visibilidade que isto ganhou. O cansaço é uma consequência bem mais real. “Nunca adormeço no sofá, mas noutro dia dei por mim a dormir sentado”, lembra Márcio, algo preocupado pelo acontecimento que é fácil de explicar – são raros os momentos de descanso.

Fonte: Visão