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Tal como Passos Coelho, António Costa incentivou, em 2016, os professores a emigrar?

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O tema da Educação esteve em destaque na sessão plenária desta terça-feira, no Parlamento. Numa das suas intervenções, o líder do Chega, André Ventura, exibiu uma notícia que veiculava uma pretensa declaração de 2016 da autoria de António Costa. “Eu lembrava-me desta frase de António Costa no jornal ‘Expresso’António Costa sugere aos professores sem colocação que emigrem”, referiu.

Será que, tal como diz André Ventura, o atual primeiro-ministro recomendou mesmo aos docentes que emigrassem, no passado? Isto depois de o anterior Governo, social-democrata, ter tomado uma posição semelhante, como também já assinalou publicamente António Costa?

Começando pelas decisões do Governo PSD, há que notar que, de facto, o antigo Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho assumiu que a emigração poderia ser uma solução para os professores desempregados. Questionado em entrevista ao Correio da Manhã, em finais de 2011, se aconselharia os “professores excedentários” existentes no país a “abandonarem a sua zona de conforto e a “procurarem emprego noutro sítio”, respondeu: “Em Angola, mas não só. O Brasil tem também uma grande necessidade ao nível do ensino básico e secundário de mão-de-obra qualificada e de professores”. Nesse momento, reconheceu que existiam “muitos professores em Portugal” sem “ocupação”, numa altura em que o “próprio sistema privado” não conseguia, disse, “ter oferta para todos”. Uma posição reforçada meses depois pelo ministro da Educação de então, Nuno Crato, em entrevista ao semanário “Sol”.

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