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Sobre o cuspir no prato onde já se comeu

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A postura de André Pestana, que “cospe no prato onde já comeu,” é um exemplo notório de ingratidão e falta de ética. Como dizia George Orwell ” muitas vezes, aqueles que se beneficiam de uma situação, assim que alcançam os seus próprios interesses, são os primeiros a trair as pessoas e as circunstâncias que os ajudaram a chegar lá.” Esta atitude fez-me questionar a tua verdadeira índole, a tua capacidade de reconhecer o apoio que recebeste e a tua lealdade.

Durante anos, o blogue VozProf desempenhou um papel crucial como a voz “oficial” do sindicato STOP, apoiando e divulgando todas as suas ações quando ainda tinham recursos limitados e alcance restrito. Por isso essa tua atitude de te distanciares e até culpabilizar o blogue por questões de confiança demonstra uma notável falta de gratidão. Rousseau dizia que a confiança é o fundamento de qualquer sociedade, e tu, com essa afirmação quebraste-a.

Percebo que seja atrativo trair os nossos princípios quando alcançamos algum poder ou influência. Mas a procura das nossas ambições pessoais, apesar de compreensível, não pode ser feita à custa daqueles que nos apoiaram. É um sinal de fraqueza de caráter trair os que confiaram em nós.

A publicação de “fugas de informação” pelo blogue não deveria ser usada como desculpa para justificar a desconfiança que de dentro começou a crescer perante as tuas atitudes. O Existencialismo é um Humanismo, somos responsáveis pelas nossas escolhas e ações. Em vez de culpar os outros, devemos reconhecer a nossa própria responsabilidade e ética.

Tens todo o direito em ter as tuas ambições, mas não tens o direito de trair a confiança daqueles que te ajudaram ao longo do caminho. A tua postura é um exemplo claro de como a procura de interesses pessoais pode deturpar a moral e a lealdade. Como cidadãos e seres humanos, é nosso dever ser gratos e éticos, em vez de cuspir no prato onde já comemos.

Relembro-te que foi através do VozProf em parceria com o Blog do Ar Lindo que, a teu pedido, lançamos uma sondagem que foi, afirmado por ti diversas vezes, o que despoletou a grande luta do ano letivo passado. Porque os professores perceberam que não se tratava de uma luta de um ou outro sindicato, mas de uma vontade de milhares de professores.

P.S. Se estivesse interessado em “ficar no teu lugar” como algumas pestanetes alvitravam por aí, não teria deixado de ser sócio. Para além disso, tornar-se-ia fácil continuar a divulgar não só as fugas de informação, e comunicados que recebia enquanto sócio n.º 282, mas tudo e mais alguma coisa que se sabe por aí, e me chegam por portas e travessas, com provas “empíricas” do que está em causa. Imaginas o problema?

Alberto Veronesi

5 COMENTÁRIOS

  1. De acordo. Mas o STOP é muito para além de um ex líder desorientado.

    É de quem lá está, que segura as pontas com dignidade, liderança, coerência e transparência. É de quem se associou porque acredita num sindicalismo ativo e com o contributo de todos. É de quem nunca se sindicalizou, mas saiu do sofá pela primeira vez, desde 2008, porque acreditou que era possível. É de “não-Pestanetes” que, apesar de tudo, reconhecem a importância que André Pestana teve, até deixar de ter. É até de quem é doutros sindicatos, mas que se deixou contagiar pela energia de quem sabe que é preciso resistir.

    É por isso que continuo sócia.

  2. Quando me sindicalizei nesse sindicato não tinha qualquer referência sobre o seu coordenador escolhi-o porque pensei que sem certos vícios dos outros seria uma mais valia para nós docentes…enganei-me pois este sou eu que mando…não,sou eu…lavagem de roupa suja e coleção de album de recortes descredibilizou aos meus olhos e assim dessindicalizei-me…e essas pestanetes que surgiram por aí ainda ajudaram mais depressa a minha decisão e sou do tempo em que nem 500 sócios tinha…enfim🤦‍♀️

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