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Será esta a geração mais preparada de sempre?

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“Vendem-nos” que estamos perante a  geração mais bem preparada de sempre, mas eu tenho algumas dúvidas.

 A maioria desta geração não pode ser contrariada. Não faz a mochila, não tem o  material, não levanta a louça da mesa, deixa  lixo por todo o lado,  e quando lhes perguntamos:

  • Qual o curso que queres tirar?

  • Não sei .É a resposta.

 

A minha questão:

  • É a geração mais bem preparada para quê?

 

Nem todos os jovens, correspondem à descrição que fiz, pois cerca de 30%  sabem o que querem fazer na sua vida futura, ou pelo menos a área que gostariam de estudar.

 

Este ano, soube da seguinte história:  a mãe confiscou o telemóvel a uma jovem porque  esta tinha tido negativas no segundo período.  A jovem arrancou-lhe o telemóvel da mão, a mãe deu um safanão à filha. Resultado: A filha apresentou queixa na polícia. A mãe teve de pagar uma multa de cerca de 300 euros e realizar  trabalho comunitário.

 

Ora se este panorama se apresenta desta forma, como é que querem que os Encarregados de Educação façam algo?

 

Estamos numa encruzilhada difícil de perceber, se por um lado, a agressão e a  injúria são crime, por outro já ouvi muitos casos destes.

 

Será que os Encarregados de Educação estão a descartar-se da sua obrigação?

 

Será que estamos a criar a geração mais preparada de sempre para não fazer nada da sua vida?

 

Será que estamos a dar mais do que os nossos filhos deveriam ter?

Na Jornada Mundial da Juventude, muitos jovens manifestaram a sua presença, foram voluntários, trabalharam e viram o seu trabalho reconhecido.

Como sociedade devemos dar oportunidades para os jovens fazerem atividades de voluntariado e experimentarem algo fora da Escola, seria uma oportunidade para perceberem os seus talentos e desenharem o seu projecto de vida.

Existem, aliás, autarquias que têm no seu Programa, atividades de voluntariado.

Existem muitas vozes que dizem que o voluntariado é uma forma de desemprego disfarçado, mas como mãe prefiro que os meus filhos tenham a oportunidade de terem a experiência de voluntariado do que ficarem em casa sem nada para fazer, ou estarem horas ligados através das redes sociais.

 

Estamos a criar uma percentagem de jovens que não estudam nem trabalham e são sustentados pelos  pais, e estamos a enviar para o estrangeiro os jovens que estudam e que lutam por salários dignos.

Como sociedade também falhamos. Não queremos ter a tarefa de dizer não, de impor limites, porque isso dá trabalho.

A Jornada Mundial da Juventude foi o início. Devemos dar aos jovens condições de vida. A geração anterior falhou, deixou os jovens emigrar sem alternativa. Esperança para os jovens, para os nossos filhos e os nossos alunos. Deveremos ter políticas humanistas, não podemos voltar a falhar pelo futuro de Portugal.