O ministro da educação, Tiago Brandão Rodrigues, apresentou esta terça-feira o plano de recuperação de aprendizagens para os próximos dois anos letivos, 2021-2023.
O plano tem como pilares fundamentais “a aposta no sucesso, inclusão e cidadania e a confiança nas escolas e nos seus profissionais”, indicou o governante, sublinhando que o plano disponibiliza medidas e recursos para atingir esses objetivos.
Segundo Tiago Brandão Rodrigues, o plano estrutura-se em “três eixos fundamentais”: ensinar e aprender, apoiar as comunidades educativas e conhecer a atividade, revela.
Dentro do segundo eixo, de apoio às comunidades educativas, o plano prevê um reforço de mais 3.300 docentes “nas nossas escolas, a fazer o apoio tutorial especifico que as escolas entendam”, revelou Tiago Brandão Rodrigues.
Para além disso, prevê ainda um reforço de mais de mil técnicos especializados, como psicólogos, terapeutas da fala, mediadores, assistentes sociais. “Este ano temos 900 e queremos alargar a todas as escolas nos próximos anos”, revelou.
Está também prevista a abertura de mais 50 salas do pré-escolar, e mais ações de formação do pessoal docente e não docente. Serão ainda instalados quase 400 centros de especialização tecnológica para a modernização do ensino profissional.
O ministro da Educação diz que o orçamento previsto para o plano vai ultrapassar os 900 milhões de euros, sendo que em recursos humanos apenas para este ano letivo serão alocados 140 milhões de euros; para formação 43,5 milhões de euros, recursos digitais quase 50 milhões de euros e em apetrechamento infraestruturais cerca de 670 milhões de euros.


