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Plano De Contingência Nas Escolas -Covid -19

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Tal como todo as empresas públicas, também as escolas têm de ter os seus planos de contingência para o COVID-19 definidos até ao início da próxima semana. Esta quinta-feira, o Ministério da Educação deu uma ajuda enviando um conjunto de orientações específicas para estabelecimentos de ensino. As medidas passam pela definição de uma estrutura de comando e responsabilidades, práticas a tomar por quem vem do estrangeiro e ações a realizar no caso de confirmação de um caso positivo na comunidade escolar.

A nota da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares foi enviada 24 horas depois de terem sido suspensas as atividades no primeiro estabelecimento de ensino em Portugal (neste caso, uma escola superior do Politécnico do Porto, a Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo) e no dia em que os primeiros alunos (seis turmas ao todo), professores e funcionários de duas escolas de um agrupamento na Amadora foram colocados em isolamento profilático. A medida foi determinada depois de uma professora de Físico-Química ter regressado de Itália e ter testado positivo para o novo coronavírus.

As medidas que têm de ser contempladas não são substancialmente diferentes das que já tinham sido emanadas pela Direção-Geral da Saúde para as empresas e até mesmo de algumas indicações recebidas em 2009, aquando o surto de gripe A, como a necessidade de existirem salas de isolamento.

No caso de deslocações ao estrangeiro – e foram muitos os que aproveitaram a pausa de Carnaval e que se preparam para viajar na Páscoa -, a orientação mantém-se: prudência e ponderação. Mas não há interdições oficiais nem necessidade de isolamento. Mesmo para os que voltaram recentemente de países identificados como de risco para a infeção pelo Covid-19 (Itália, China, Coreia do Sul, Singapura, Japão ou Irão) a ideia não é que deixem de ir à escola se não apresentarem quaisquer sintomas de doença.

EVITAR CUMPRIMENTOS COM CONTACTO FÍSICO

No entanto, lembra a DGESTE, é preciso que quem regressa de zonas de risco ou tenha estado em contacto “próximo e direto” com pessoas nessa situação monitorize, durante 14 dias, o seu estado de saúde. Deve medir a temperatura corporal duas vezes ao dia e estar atento a sintomas como tosse ou dificuldades respiratórias. Deve ainda “evitar cumprimentos sociais com contacto físico”.

As medidas de prevenção diária são aquelas que todos já devem ter: lavar frequentemente as mãos, usar lenços de papel para assoar e deitá-los logo fora, tossir ou espirrar para o braço e não para as mãos, evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias.

As escolas também têm de ter uma área de isolamento, do conhecimento de todos, para onde irá qualquer aluno, professor ou funcionário que apresente sinais e sintomas de Covid-19. “Quem o acompanhe até à sala deve cumprir as precauções básicas de controlo de infeção quanto à higiene das mãos”.

Caso se confirme o caso suspeito, iniciam-se todos os procedimentos de limpeza e desinfeção necessários, em particular de todos os locais, materiais, equipamentos com maior probabilidade de estarem contaminados.

A linha SNS 24 continua a ser o primeiro contacto a fazer para que possa avaliar e decidir os procedimentos subsequentes. Todas estas orientações podem ser ligas no site da DGESTE e também da Direção-Geral da Saúde.

Fonte: Expresso