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O Ministro , o Secretário de Estado e os maus Professores

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O novo Ministro da Educação é da área da Economia e Professor  Universitário, de facto eu prefiro alguém que saiba fazer cálculos e perceba o que é investimento ou o que é desperdício.

Tem artigos escritos sobre  a área da Educação.

Escreveu um artigo que gostei de ler, ” Afinal a Escola é o um lugar de Esperança” .

No que concerne ao novo Secretário de Estado da Educação, estive a ler o que escreveu, destaco um  título:  “ Temos maus Professores”  que escreveu em 2014.

 

Quando li o artigo pela primeira vez, fiquei triste e ofendida, porque sendo eu da área das Ciências Exactas, tive um percurso escolar exigente e cinco anos de frequência Universitária.

 

Sendo eu de uma família de Professores e de Professores Universitários, fiquei ofendida.

 

Tenho lembranças da minha Tia Alfreda, irmã do meu Bisavô, Professora Primária, que terá nascido no início do século 20,  da minha  Tia Elisa, irmã do meu avô, Professora Primária, nascida nos anos 20,  os  jantares  de família eram recheados das histórias dos seus alunos, das vitórias conquistadas. 

 

A minha avó também falava dos seus alunos era Mestra, uma espécie de explicadora.

 

Os meus Progenitores são Professores, a minha mãe percorreu o País, porque também ficou longe de casa, sempre achei que ela era feliz na sua profissão e por último eu, também resolvi ingressar pelo mesmo caminho.

 

Na minha família alargada somos mais de trinta Professores vivos, todos descendentes do mesmo ramo familiar.  No seu artigo faz uma generalização que não corresponde à verdade.

 

No seu artigo : “em nenhuma área há uma concentração tão grande de estudantes com baixo nível socioeconómico. Assim, em termos gerais, quem quer ser professor são os piores alunos, os mais pobres e os menos cultos.”

 

O seu artigo foi escrito em 2014, mas os resultados do PISA de 2015 contrariam sua análise.

 

 “Na edição do PISA 2015, os alunos portugueses melhoram os resultados em todas as áreas (Matemática, Leitura e Ciências), confirmando a consistência da evolução positiva dos resultados em Portugal que se verifica desde 2000 (a primeira edição do teste internacional PISA). Considerando apenas os 35 países/economias que integram a OCDE, dos 72 participantes no estudo, Portugal alcança agora as seguintes posições: 17.º a Ciências com 501 pontos, 18.º em Leitura com 498 pontos e 22.º a Matemática com 492 pontos, ficando acima da média da OCDE em todos os domínios.” Fonte: CNE

 

Em 2018 , os resultados do PISA 2018:

 

No período 2000-2018, e considerando a variação média em ciclos de três anos, Portugal foi um dos países que apresentou uma evolução positiva e significativa em literacia de leitura (mais 4,3 pontos) –acima da variação média da OCDE que foi de 0,4 pontos.

Em ciências, Portugal obteve 492 pontos na avaliação da literacia científica no PISA 2018, três pontos acima da média da OCDE (489 pontos). Apesar do decréscimo verificado no ciclo PISA de 2018 relativamente a 2015, quando se analisa a variação média em ciclos de três anos, Portugal é um dos 13 países que apresenta uma variação positiva e significativa de mais 4,3 pontos na avaliação das ciências.

Em matemática, Portugal obteve 492 pontos em literacia matemática no ciclo de 2018, três pontos acima da média da OCDE (489 pontos). Comparando os resultados alcançados em 2018 com os de ciclos anteriores, verifica-se um aumento significativo de 26 pontos relativamente a 2003 e de 5 pontos relativamente a 2012. Entre o ciclo de 2015 e o de 2018, a pontuação média em matemática não se alterou significativamente (mais 0,9 pontos). Fonte CNE.

Eu ando nestas andanças desde 2005 e sou a mesma, na verdade eu posso extrapolar que temos bons professores mas temos políticos pouco preparados para a função. 

Ainda assim, tenho muita fé neste Governo, espero que desenvolvam políticas públicas de Educação que melhorem o trabalho nas escolas, bem como os resultados dos nossos alunos a nível nacional e internacional. 

 

1 COMENTÁRIO

  1. A minha tia avó era professora primária, a minha mulher é Educadora de Infância e eu leccionei em Portugal, desde o 7.o ano, até ao 12.o ano Geografia Fisica, Geografia Humana, Geografia Economica, Antropologia Cultural e IDES/Introdução ao Desenvolvimento Económico e Social. Formei-me em Geografia, tendo estudado também Economia, na Universidade de Estocolmo, há 40 anos.
    A Educação precisa de estabilidade e de evitar o desperdício na alocação de recursos.

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