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O estranho caso da fuga de professores dos Jardins – Escola João de Deus – Reflexão!

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Porque denunciar estes casos é dignificar a profissão de professor!

Associação de Jardins-Escolas João de Deus, o estranho caso, ou talvez não!

Para que possam conhecer um pouco a história desta, honrosa, Instituição, deixo um resumo.

“Fundada pelo mecenas Casimiro Freire, em 1882, sob o nome Associação de Escolas Móveis pelo Método João de Deus, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social – IPSS, dedicada à Educação e à Cultura.

A Associação de Jardins-Escolas João de Deus tem 8268 utentes nos 55 Centros Educativos distribuídos pelo país, cuja actividade se reparte por: 37 Jardins-Escolas, 7 Centros Infantis e Creche Familiar, 2 Ludotecas Itinerantes, 2 Museus, a Escola Superior de Educação João de Deus, os Projectos “Anos Ki Ta Manda” e GIP (Gabinete de Inserção Profissional) e o Centro de Acolhimento Temporário de Crianças e Jovens em Risco de Odivelas «Casa Rainha Santa Isabel».

Tem ao seu serviço 1261 funcionários, entre educadores, professores, auxiliares de educação e outros colaboradores. (dados de 2013).

Ao lermos esta história, todos gostaríamos de trabalhar numa Instituição como esta e, por isso, ficamos surpreendidos com o que tem acontecido desde há uns anos para cá.

Claro que é natural e legítimo que todos nós procuremos mais e melhor para as nossas vidas e para as nossas profissões, os professores não são diferentes!

No entanto o caso nesta Instituição ultrapassa esse “fenómeno”, pois desde finais de 2016 que tem havido uma constante “fuga” de professores, anualmente têm saído vários professores, sejam eles contratados, efetivos, com muitos ou poucos anos de casa, até diretores saem e fogem…muitos vão ganhar menos para outros colégios…e isto acontece porquê?

Em primeiro lugar a falta de valorização da profissão de professor/educador.

Bem sei que desde o início deste século que tem havido excesso de professores. Sendo que isso acaba por ter influência direta de como se contrata e por quanto se contrata um professor. Não queres? Contratamos outro! E com isto muitos de nós se sujeitou a muito…

Em segundo lugar a usurpação de direitos mais básicos como o direito a gozo de férias; direito a gozo licenças de paternidade e maternidade. Corrijo, direito têm, podem é não verem renovados os contratos, no caso dos contratados, ou a passarem a desempenhar funções menores, no caso dos efetivos.

Em terceiro lugar, mesmo com possibilidades financeiras, não atualizarem as tabelas salariais, justificando sempre com a falta de verbas.

Em quarto lugar fazerem um tipo de avaliação de desempenho docente que não cumpre com as normas legal.

Em quinto lugar um excesso de horas extra, não pagas, seja para festas, festinhas e festões, até feriados podem ser incluídos no trabalho extra “exigido”, entre aspas porque ninguém exige, mas está implícito, não é obrigatório mas quem não o faz terá represálias…

Perante isto, os professores, todos, que podem saem sem remorsos a meio do ano…porque são mal tratados, desrespeitados nos seus mais básicos direitos, desvalorizados no seu desempenho…

No entanto, para quem estiver mais atento, a situação está a mudar, começa a haver falta de professores, a própria Associação tem colocado anúncios para recrutar professores, porque aqueles que formou em tempos ficam indisponíveis para tanta arrogância institucional!

Estamos na interrupção letiva do Natal, e a Associação perdeu, nestes 15 dias, 6 professores, que à primeira oportunidade quiseram melhor!

Para o fim ficam as perguntas difíceis:

Como conseguirá a instituição manter o mesmo nível qualitativo na educação, usando o seu método próprio, contratando à pressa professores não formados na João de Deus?

Como se sentem os pais dos alunos desta instituição, sabendo da forma como os professores dos seus filhos são tratados?

Qual será o destino desta grandiosa Instituição se mantiverem a mesma política de gestão?

Poderíamos aqui falar sobre as mensalidades dos vários Centros Educativos que não cumprem com as regras da segurança social, mas disso falarei numa outra altura!

Para finalizar, quero desejar a todos os meus colegas de profissão, que conseguiram “fugir”, a maior sorte do mundo e dizer-lhes que tenho a certeza que serão bem sucedidos em qualquer lugar!

SUTEB

P.S. Deixo o testemunho, forte, de um ex-funcionário que respondia a um conjunto de pais que questionava a saída a meio do ano dos professores. 
“As mudanças não foram feitas pela Associação, as professoras é que estão exaustas da forma como são tratadas pela instituição. 
Não propriamente pelos diretores dos jardins-escola, porque esses têm muito pouca autonomia e são uns verdadeiros paus mandados (Não o digo como ofensa mas conheço muitíssimo bem a associação de jardins-escola e sei que se assim não fosse, eram imediatamente postos de lado e como toda a gente prezam os seus empregos).
Além do presidente da Associação,  existem outras pessoas, braços direitos deste, que parece que tudo fazem ultimamente para arruinar de vez com a associação, que aliás não lhes pertence verdadeiramente se a reconhecermos como uma instituição Centenária que tanto contribuiu para a alfabetização do país e de um modo geral para a educação de tantas e tantas crianças ao longo desses mais de 100 anos. 
Eu saí do Jardim-escola da Estrela porque, a bem da minha sanidade mental, me era impossível continuar naquele ambiente opressivo, retrógrado, ditatorial e de medo. Prezo demais a minha liberdade de expressão e de pensamento para poder continuar num ambiente assim. E a minha saída em nada se deve às colegas com quem trabalhava diariamente, nem tão pouco à diretora do JE da Estrela. Aliás mantenho as amizades que ali fiz durante 10 anos. 
No entanto, o  dia em que saí foi realmente muito libertador. Infelizmente a Associação não respeita os seus professores, ameaçando-os constantemente e castigando-os com frequência. Castigos como muda-los dos JE de Lisboa para o Algarve, só porque a Inspetora X não adora a sua cara, dando horários horríveis a quem ousa ter filhos, dando e tirando roullements  (sim, não contam como dias de férias, mas facilmente se percebe que se um professor apenas descansar durante o mês de Agosto ou Julho, o seu rendimento ao longo do ano vai ser muito prejudicado, prejudicando os alunos, como é óbvio) apenas porque não cederam à pressão de se inscreverem num mestrado da ESE João de Deus, que teriam de pagar do seu bolso, claro, destancando professores para irem avaliar os seus pares noutros JE, sem que recebessem absolutamente mais nada por isso e sem que pudessem recusar (o que implica várias deslocações em tempo letivo e não letivo, o que obviamente prejudica a sua vida familiar e ainda a sua vida profissional enquanto titulares de turma, roubando-lhes tempo de aulas e de preparação das mesmas), impondo-lhes cada vez mais avaliações de alunos, muitas delas absurdas e sem qualquer objetivo pedagógico (que têm de ter em dia e apresentar mensalmente às direções dos JE)… poderia falar tantas coisas sobre a direção da Associação e do que fazem sentir aos professores que ficaria um dia inteiro a escrever. Não vis querendo maçar com isso, só espero que percebam que se as professoras decidem sair, mesmo a meio do ano, é por desespero, é por não aguentarem mais.
Eu, mesmo depois de sair da Associação de JEJD, continuei a confiar muito no trabalho das minhas colegas, mesmo as de Alvalade, onde também mantinha algumas amizades, porque acredito no método João de Deus e porque sei que as escolas são feitas pelas pessoas que lá trabalham, tendo por isso mantido as minhas filhas num JE (nos Olivais apenas por proximidade de casa, senão até as teria mantido na Estrela, minha segunda casa durante 10 anos). Porque apesar de saber como as professoras eram tratadas, também sabia que estas faziam de tudo pelo bem estar e pela educação das crianças que tinham a seu cargo. E para mim isso chegava.
Este ano não irei mudar as minhas filhas, até porque a logística que isso implica não me é possível de concretizar imediatamente. Porém, a minha confiança quebrou-se e neste momento, não considero o Jardim-Escola João de Deus suficientemente bom para as minhas filhas. Isto porque, neste momento, já não sei quem são as pessoas que vão estar com as minhas filhas e temo que, tal como já aconteceu há pouco tempo, no JE da Estrela, coloquem profissionais que pouco o são, pessoas que foram “rejeitadas” (nalguns casos, despedidas) por incompetência, pessoas que passaram os exames finais de curso com 9,5 valores, pessoas que nem sequer são um dez. Neste momento de desespero, a Associação está a aceitar tudo porque estão com enormes falhas. Mas para mim não serve qualquer uma/um. Para as minhas filhas não serve uma qualquer professora.
A … vai sair sim e por muito que isso vá custar à …, eu só tenho a desejar-lhe muita sorte.
Acho que enquanto pais a nossa pressão no JE tem de ser no topo da Associação, não adiantando de nada fazer pressão nos diretores.
Desculpem este texto enorme, mas às vezes quando as coisas começam a estar à vista de todos já não é possível calar. 
E espero sinceramente que a opção dos pais não seja a saída em debandada mas sim a União para mudar o que precisa ser mudado e tentar salvar o JEJD dos Olivais e a Associação centenária João de Deus de que tanto me orgulho de ter pertencido, pelos valores que lhe são caros. Mas esses já não são os valores porque se pauta e adorava que se revertesse essa situação. Assim o espero. Irei esperar pelo menos este ano para ver.”

Foto retirada do site: estrela.escolasjoaodeus.pt
Fontes: http://www.joaodeus.com/associacao/associacao.asp

192 COMENTÁRIOS

  1. Tragam o irmão João de Deus Ramos Ponces de Carvalho para tomar conta da associação. Esse sim sabe valorizar o património que lhe foi deixado. Este António só soube destruir e maltratar as pessoas, ele que volte para as barracas.

  2. Assinalo que hoje a Doutora Sandra Felgueiras deu horário nobre ao professor António Ponces de Carvalho.
    Dentro de duas semanas será mais fácil encontrar verdadeiros educadores, por iniciativa de uma jovem da Suécia.

  3. E a saga continua… já não são só os professores e educadores e diretoras a sair.
    O Vice -Presidente também já saiu e também o acessor do pessoal, Francisco Toscano.

  4. E já vão mais uns quantos e já não São só os professores , educadores e diretoras. O Vice Presidente também já foi e também o acessor de pessoal, Francisco Toscano.

  5. Boa noite…ja vi q por aqui ja n se diz nada há algum tempo,deve de ir tudo mtt bem.
    Mas será q por os lados do Jardim Escola Joao de Deus n se passa nada???
    A Directora Ines Jacinto q ha tantos anos la trabalha vai deixar o jardim Escola porq sera??? Educadoras a sairem,auxiliares a sairem,será q o Dtr Antonio n se pergunta a ele próprio porq será q isto se passa por lados de Albarraque??? Ou ele confia assim tanto na Sra Directora Margarida Dias???Que tao maltrada as suas funcionarias…claro q elas n vêm dizer nada p nao sofrerem represálias têm medo claro!!!
    Muito medo têm dessa Sra. Directora Margarida Dias…essa sim q ja deveria ter saido há tanto tempo…tao desumana q essa sra é, Meu Deus como é possivel haver ainda alguem hoje em dia assim.
    Dtr Antonio será q nao será melhor se preocupar mais com as suas funcionárias???

  6. Para saber quem verdadeiramente fez a tese ao Professor Doutor Bigodes, talvez se deva perguntar ao professor Horácio Saraiva.

  7. Quanto à tese do Professor Doutor Bigodes, talvez o professor Horácio Saraiva possa dar alguma informação sobre a sua autoria ; )

  8. Infelizmente esta é a realidade dos professores que trabalham no ensino particular. Foi a minha realidade durante os quinze anos que lecionei num colégio no Porto, quando decidi sair senti um alívio indescritível.
    Hoje tenho uma vida mais tranquila a dar aulas no ensino público.

  9. Antes de mais, uma curta declaração: apesar de estar a comentar como "Anónimo", porque (simplesmente) não consegui operacionalizar outra opção, o meu nome é Paulo Almeida. Agora, tentando manter o "foco" no post que origina estes comentários há que, primeiro esclarecer e repôr uma verdade que muitas vezes (e na reportagem assinada por Sandra Felgueiras também o foi) é omitida(?): João de Deus – autor da Cartilha Maternal – nada tem a ver com a Associação de Jardins-Escolas… aliás, ele manifestou a sua oposição à criação, pelo seu filho João de Deus Ramos e por João de Barros, do primeiro Jardim-Escola e o que havia antes deste era uma Associação de Escolas Móveis pelo método João de Deus criada pelo empresário Casimiroo Freire. João de Deus cria a Cartilha Maternal não com um intuito (Republicano) de emancipar o Povo mas sim para procurar comaltar a sua "pena" (adjetivemos assim) se não ter sido Padre e, por essa via, permitir ao comum cidadão aceder à "Palavra de Deus". Ora, este esclarecimento é, na minha opinião, deveras importante para explicar que não há na Associação um direito sucessório. Ela tem Estatutos e, sendo que qualquer um pode ser seu sócio, é passível nomear para seu Presidente alguém que não esteja na linha familiar de João de Deus Ramos. Assim, e passando a um comentário direto de um dos pontos do "post" inicial, a Associação não se esgota na Cartilha Maternal, pelo que, ser-lhe-ia possível manter o mesmo nível qualitativo na educação, mesmo não usando o método de leitura João de Deus. A questão é que, ao longo do tempo, foi sendo omitida a verdadeira essência do Jardim-Escola (que vai buscar o nome e a filosofia de ação aos "Kindergarten" por via das viagens pedagógicas realizadas pelos seus fundadores – e não pelo autor da Cartilha!) e foi sendo "alimentada" esta confusão, provavelmente, como uma questão de marketing(?). Não obstante, durante anos, e durante a Presidência de Dª Maria da Luz – e é interessante notar que esta Senhora conhecia (de Norte a Sul) todas, mas todas, as funcionárias pelo nome -, independentemente das horas que na instituição se faziam, "das festas, festinhas e festões", havia consideração pelos profissionais e sensibilidade para com os seus problemas. Ora, com esta observação – e para "bom entendedor", penso que está dada parte da resposta às primeiras 5 questões do "post". Logo a questão que (daqui) emerge é porque ultimamente isso não é sentido e vem a público um celeuma destes?…mas essa, deverá ser uma questão a refletir pelos Encarregados de Educação que têm as suas crianças na instituição por acreditarem na filosofia educativa que a mesma tinha (sublinho: tinha!) e não tão só para a "usarem" como quem usa uma marca distintiva de classe económica/social. Por último: qual o futuro da instituição?…sinceramente, e retomando o esclarecimento inicial, está na capacidade de, em sede de Assembleia Geral, os sócios pensarem se não é altura de a Presidência retomar um rumo idêntico ao da inicial Associação e, desse modo, ser retomada por alguém fora da família Joao de Deus. Pessoalmente, o que ultimamente ouço e vejo sobre esta (grande) instituição, no mínimo, deixa-me triste porque certamente não era este o propósito dos fundadores nem da sua seguidora Dª Maria da Luz!

  10. O meu comentário foi apagado. Apenas quero dizer o seguinte ao JEJD: que Deus vos dê em triplo, a forma vergonhosa, desumana, incompetente, como trataram do meu filho nos três anos que aí andou. Ás professoras todo o meu apoio e nem uma crítica, mas á "diretora" , ao rei palhaço, ás suas amantes, que Deus me dê um dia a capacidade de lhes perdoar.

  11. Bom Dia. O meu filho andou lá do 1º ao 3º ano e foi tratado como um cão. Não sei bem como resumir o que se passou nestes três anos, mas prefiro não lembrar-me, pois não quero voltar a dormir mal e a sentir a angústia que senti nesses tempos. Que Deus vos dê a paga no triplo pela forma como trataram o meu filho e as outras crianças.

  12. Boa tarde a todos.
    Consta por aí que hoje vai haver baile no "6ª às 9". Com a presença do "maestro". Pena a (provável) ausência da maestrina 😉

  13. Primeiro Filó acho mesmo sinceramente que se tem de respeitar a si mesma , penso que tem um grande deficit disso mesmo , senão vejamos : Um "SENHOR" que a trai vezes sem conta e tem filhos fora do casamento e tudo e que constantemente perdoa esse tipo de deslizes , sabe , não estamos em África ( cuidado aqui com a alusão e indirecta ) nem no Médio Oriente , cada um sabe de si , mas por favor não fale em direitos e deveres , justiça , liberdades , etc…. Até lhe fica mal e dá dó só de a ver !
    Outra coisinha sabe bem que existem injustiças , coações , assédio ( por parte do seu mais que tudo ) moral e físico , pressão psicológica ( inúmeros atestados de doença que pode provar facilmente isto ) basta pedir à SS os dados , chantagem , etc…. etc…. etc… Tenha vergonha na cara , muita vergonha mesmo e se não quer que falem da sua vidinha não se ponha a jeitinho porque subir na horizontal qq uma o consegue e a sua beleza e juventude não dura para sempre , é como o passarinho que vem e leva ! Basta ir numa qq viagem de finalistas , sabe bem do que falo não é ? Para mim mulheres como voçê só teem um nome , PORCAS !

  14. Caríssima senhora que se diz mãe do filho do senhor Ponces de Carvalho, em momento algum se viu aqui um comentário sobre a criança fruto da vossa relação nem tão pouco sobre a sua pessoa. Comentários houve sim sobre a diretora do jardim escola com quem ele mantém uma relação e que cuida muitas vezes da sua criança. Por isso o seu aviso é despropositado e sem sentido, parecendo mais um pau mandado do Bigodes que a todos quer silenciar. Cumprimentos

  15. Sinto me nana obrigação de vir comentar tudo o que aqui tenho lido. Em primeiro lugar mostrar solidariedade para com os professores desta, antes, grande instituição. Em segundo lugar, acrescentar algo que tem de ser referido. Esta instituição peca pela imagem que o sr Ponces expõe está instituição ensina todos da mesma forma, sabendo que cada ser humano tem uma personalidade, uma genética e não funciona sob a forma informática de 0 e 1, deveria ter cautela com o que forma. É de quando em vez forma monstros. Sim, monstros, que se acham no direito de tratar mal de humilhar, de pisar os colegas. Sendo eu de algures perto de Santarém quero que também figure neste blog, o nome da sra diretora da João de Deus, no Tramagal. Está senhora, nunca deixou que uma professora assentasse durante um ano lectivo completo. Todas elas saíram, ou por doença psicológica, ou foram transferidas para longe das suas residências, como forma de castigo. Nesta escola, não são só os professores que sofrem deste mal, auxiliares, pessoal da cozinha, etc. Esta instituição é uma vergonha à liberdade e a democracia

  16. Eu estou interessado na Pedagogia Científica que se desenvolveu neste país desde 1907. Coloco o foco na viagem que o Professor e mais tarde Diplomata João de Deus Ramos empreendeu em 1908. Nos apontamentos que tirou sobre os médicos e pedagogos Ovide Decrolly e Maria Montessori.
    Peço desculpa, pois ignoro a obra que a Sr.a Professora ou o seu filho publicaram. É uma falha que procurarei corrigir.
    Alexandre Júlio

  17. Desde o dia 2 de janeiro que acompanho diariamente os comentários que vão surgindo. Felizmente, nada me liga a esta Instituição, nem a formação, nem a parte profissional, mas não posso deixar de manifestar o meu apoio aos colegas que se encontram nesta Associação. Se ainda estão ligados a ela, é certamente porque não conseguiram encontrar outra opção. Acredito que este "abanão" terá consequências positivas para os que estão nos Jardins Escola.
    Posso acrescentar, que senti NOJO de ler a entrevista da revista SÁBADO, logo nas primeiras linhas foi traçado o perfil de alguém tão asqueroso que dispensa apresentações… Oh senhor vá jogar à linda falua com quem quiser e dê o seu lugar a outro que saiba respeitar os professores!
    Daqui a poucos anos não terá um único professor para colocar na sua querida Associação, aí poderá vender os anéis brasonados e os espelhos de punho.
    Colegas não desistam da vossa luta, felizmente os privados não são todos iguais e há excelentes diretores, com competência para o serem.

  18. Também sou da opinião que o principal interesse deste artigo está a ir no caminho errado. Sim, há JE que não valorizam minimamente os seus docentes. Mas neste caso a culpa não é só do Presidente da Associação, mas também das diretoras que quando se apanham no “poleiro” aproveitam para fazer mais do que lhes é pedido pelo mesmo, e esquecem-se depressa que já foram colegas das docentes que agora orientam, ou desorientam. Sim, os vencimentos não são revistos e foram congelados ainda antes do Governo fazer o mesmo aos colegas do público. Sim, as avaliações do desempenho docente não cumprem com as normas legais. O principal propósito destas avaliações sempre foi subir de escalão o menor número possível de docentes, para poderem continuar a pôr dinheiro ao “bolso” e assim alimentarem os seus luxos e continuar a pagar uma ESE completamente vazia de alunos. Houve alguém que escreveu um comentário, revelando total desconhecimento da realidade completamente diferente de muitos JE do resto do país. Não, o meu vencimento e subsídios nem sempre são pagos a tempo e horas. Não, nem em todos os JE a redução da mensalidade dos filhos dos funcionários é real; e para quem não sabe ou não se lembra, até ao início da direção do atual Presidente da Associação, os filhos dos funcionários não pagavam mensalidade, sempre foi uma benesse por parte da D. Maria da Luz. Não, a alimentação nem sempre é de qualidade ou em quantidades suficientes. O lanche das docentes, na maioria dos dias, é pão com manteiga e é quando há. O lema é: “Poupar, poupar, poupar”. Não, as formações que dão não são para todos e estão bem longe das 25 horas mínimas exigidas por lei. Jantar e prenda de Natal????? Onde?? Nesta Associação, está visto que, há os filhos e os enteados, e já me esquecia… as maçãs podres e as pacóvias que trabalham nos JE fora de Lisboa. Depois de ler a entrevista dada pelo Presidente da Associação à Revista Sábado, sinto VERGONHA. Deixo aqui um pedido, não deixem que isto fique por aqui.

  19. Como mãe do filho do Senhor Professor Doutor António Ponces de Carvalho vem esclarecer que tudo o que dizem em relação ao meu filho e quem cuida dele, tenho como saber e o direito, não corresponde de todo ao que aqui foi dito. Mais informo, para os que não sabem, anonimato é só aparente e a PJ consegue saber de onde vêm os comentários. Caso haja um inquérito sobre os comentários aqui ditos, nomeadamente crime de injúria e difamação. Pensem muito bem antes de fazer um comentário sobre o que escrevi. Sou Advogada e não me fico. Deixem a vida privada das pessoas no foro privado.

  20. Também devem querer os nomes aqui escarrapachados essas lacaias/os !!!
    Sim todas/os nós sabemos quem são.
    Devem estar a pedir conversa…

  21. Deixem-se andar só na reflexão e vão ver onde isto vai dar… em nada, claro!
    E enquanto for comunicação tudo ótimo para a Direção.
    Façam as devidas denúncias!!

  22. Com este novo post queria apenas declarar que a mim pouco me importa, até porque não me diz respeito, com quem dorme o A ou o B, interessa-me apenas não deixar cair a Associação, interessa-me, igualmente, a Dignificação da Profissão de Professor, salvaguardar os seus direitos independentemente da instituição onde trabalhem, interessa-me a Educação no seu todo e o ensino no seu específico, interessa-me a reflexão de práticas de gestão, interessa-me que não se deixem sair os melhores, interessa-me poder continuar a apostar na instituição como escola para os meus filhos!

    Volto a pedir foco para as questões colocadas no artigo incial!
    Muito Obrigado

  23. “Em primeiro lugar a falta de valorização da profissão de professor/educador.”
    Aqui bastava apontar o simples facto de os vencimentos não serem revistos, nem sequer atualizados para as tabelas legalmente em vigor.

    “Em segundo lugar a usurpação de direitos mais básicos como o direito a gozo de férias; direito a gozo licenças de paternidade e maternidade.”
    No meu primeiro ano de trabalho, fui confrontado com o anúncio de que apenas tinha direito a 8 dias de férias referentes ao ano civil anterior, vendo renegado o meu direito legal de obter 2 dias por cada mês de trabalho ao fim de pelo menos 6 meses de contrato. Tive direito, pois, à data, consultei um advogado que me ajudou a redigir a carta que explicava e pedia o usufruto dos dias a que tinha direito, mas fui caso, quase único.
    Aquando da minha parentalidade, tive de interromper a licença inicial para requerer a subsequente, a que deve ser gozada no primeiro mês.

    “Em terceiro lugar, mesmo com possibilidades financeiras, não atualizarem as tabelas salariais, justificando sempre com a falta de verbas.”
    Os funcionários verificam que as tabelas pela quais se rege a Associação não se enquadram em nenhuma tabela legalmente em vigor e que nem por isso as veem atualizadas, com a desculpa de que não há verba.

    “Em quarto lugar fazerem um tipo de avaliação de desempenho docente que não cumpre com as normas legais.”
    A ADD(Avaliação de Desempenho Docente) implementada o ano passado na AJEJD é, conforme se pode comprovar com as imensas queixas no sindicato(SPGL), ilegal. Como é óbvio ninguém se opõe à avaliação, mas esta tem de ser séria, honesta e, sobretudo, legal.

    “Em quinto lugar um excesso de horas extra, não pagas, seja para festas, festinhas e festões, até feriados podem ser incluídos no trabalho extra "exigido"…”
    Muitas horas extras são dadas, sem nenhum retorno, nem financeiro nem em dias de férias extra ou banco de horas…nada!

    Depois desta análise, pessoal, de reflexão, deixei algumas perguntas que me preocupam, enquanto pai de uma utente desta instituição, enquanto professor e enquanto cidadão atento com uma ligação emocional à Instituição.

    “Como conseguirá a instituição manter o mesmo nível qualitativo na educação, usando o seu método próprio, contratando à pressa professores não formados na João de Deus?”
    Se escolhemos a escola pelo seu PEE e pelo seu método próprio, acredito que o facto de os professores não serem formados “na casa” fragiliza esta premissa, e isso preocupa-me enquanto pai!

    “Como se sentem os pais dos alunos desta instituição, sabendo da forma como os professores dos seus filhos são tratados?”
    Apesar de reconhecer um mérito enorme a todos os professores que trabalham na Associação, e acrescento em todas as escolas do país, também sei que professores/funcionários desmotivados não é o mesmo que funcionários felizes!

    “Qual será o destino desta grandiosa Instituição se mantiverem a mesma política de gestão?”
    Pergunta legítima de quem é orgulhosamente Licenciado e Mestrado na Instituição, ex-funcionário que aposta na Instituição para a educação dos seus filhos.

    “Poderíamos aqui falar sobre as mensalidades dos vários Centros Educativos que não cumprem com as regras da segurança social, mas disso falarei numa outra altura!”
    Não é novidade para ninguém, até pelos comunicados oficiais feitos pela própria Instituição, que os escalões de comparticipação familiar poderão não estar a cumprir com todos os requisitos exigidos pela segurança social.

  24. Declaração de interesse

    Caros leitores,
    Pensei muito antes de escrever esta declaração, pois tenho lido atentamente todos os vossos testemunhos.
    Não obstante já ter pedido foco nas questões por mim levantadas, vejo que os comentários tem sido direcionados para outras questões, quanto a mim, off topic.
    O único e exclusivo intuito da minha publicação era a reflexão! Palavra que se encontra incluída no próprio título.
    Reflexão essa centrada na razão do porquê de tantas saídas de docentes formados na ESE João de Deus! Funcionários esses que em tempos sonharam em trabalhar na Associação e que se orgulhavam de ter conseguido!
    Na minha reflexão, apontei vários pontos que considerei, tendo em conta a minha própria experiência, serem as razões dessas saídas!

  25. Ora bem ora bem. Parece que algumas directoras lacaias até já andam a intimidar pessoas que partilharam nas redes sócias a entrevista na Sábado. Isto é liberdade ou é indicação da tirania que existe desde a direção até grande parte das directoras, autênticas braços armados da Filomena Tirana?

  26. Saiu a entrevista ao Johnny Bigodes na revista Sábado. Li atentamente. Não está mal de todo. Mas também não aborda tudo o que foi aqui denunciado. Talvez 3 horas não seja suficiente para espremer o Bigodes. Falta espremer a Filomena. A famosa Tirana. Sim não podemos esquecer que as coisas pioraram bastante desde que assumiu funções na direção. Agora depois do afilhado Hugo, o tal que os alunos fugiam dele e foi mandado para se salvar da merda que fez,, foi mandado para Messines, terra do digníssimo João de Deus e tornou a fazer merda a alunos, com atitudes de mocidade portuguesa do tempo do Salazar, ao ponto de haver alunos a sair. No entanto foi reabilitado e enviado para Lisboa onde está calmo e sereno. Temos também o sobrinho do Bigodes que também está a Direção Dá para todos.

  27. Mas onde anda a segurança social? Não inspecciona?
    Todos estamos a pagar estes luxos, certo? A segurança social paga pois sendo a AJEJD é financiada pela segurança social.

  28. Perfeito!!
    É isto que as pessoas e os jornalistas que aqui fazem as denúncias parece que
    ainda não perceberam é que se trata mesmo de um caso de PJ e Ministério Público.

  29. a verdade, tendo lido este e o primeiro post, bem como os comentários, parece-me que ainda ninguém tomou consciência real de que a prática dos factos aqui alegados configuram crime! Vão além das leis laborais e da protecção juridica dos direitos do trabalhador. A ser verdade, trata-se de usurpação de dinheiros públicos em proveito próprio com uma necessidade intrinseca de falsificação de documentos, abuso de poder, assédio moral no local de trabalho e perseguição… ficaria aqui a inumerar muitos outros que reconheci como crimes tipificados no Código Penal português.
    Não sou docente desta instituição ou sequer fui aluna, mas tenho filhos matriculados num JEJD porque acredito no método e acredito nos docentes e na sua dedicação. Sou, também eu, testemunha e vítima, das regras insanas e dos custos exorbitantes com escalar galopante … Confesso que nem sei ao certo porque é que pago o que pago, limito-me a pagar, porque sei que, apesar de tudo, as minhas crias estão seguras e bem acompanhadas com quem lá está. Vi duas directoras irem embora, sem saber bem porquê… fiz perguntas inconvenientes (ao que parece) à "nova directora " que, mantendo a arrogância e altivez, ignorantemente (quero acreditar que foi por ignorância…) me respondeu: "As coisas são o que são, regras que temos de cumprir de Lisboa… do Dr. António!".
    Senhor ao qual, além de todos os títulos académicos e afins que já possui e pelos quais, alegadamente, exige ser chamado, eu acrescentaria, ou até resumiria em: Almighty God António.
    Por mera opinião, creio que este culto à volta da figura deste ilustre senhor (ironia, para que fique claro…) merece algo mais místico do que apenas doutor, ou mestre ou excelência, até os alunos do JEJD já sabem dizer: "(…)são ordens do Dr. António"… evangelizados desde pequenos!
    Por favor senhores denunciem em massa https://www.policiajudiciaria.pt/form/denuncia.php

    Ah, já agora, não assino e envio o comentário como anónimo(a) apenas para preservação dos meus dados pessoais, no entanto, assumirei tudo o que aqui disse, até porque, facilmente em investigação saberão o meu IP (que não escondi ou camuflei) e portanto chegariam à minha identidade.
    Alertando, assim, a todos os que aqui acusam sujeitos, nomeando-os e atribuindo-lhes determinadas práticas ou descrições insultuosas (que acredito que sejam fundamentadas) que também eles podem ser alvo de queixa-crime. Muita cautela com o que aqui escrevem, mas não deixem de denunciar e usem os meios ao v/ alcance.
    É CRIME, e por isso é trabalho para a polícia e Ministério Público, sem a v/ queixa-crime não podemos fazer muito. Há corrupção, mas também há limites e ainda acredito num estado de direito.
    RB

  30. Reforçar também que, para além do tempo dispendido nessas atividades extra, é "obrigatório " compensar as faltas dadas com mais tempo extra… banco de horas é uma coisa inexistente em alguns jardins escolas. Continuamos com tanto por falar! Agarremo-nos a isso, às justificações de faltas e folhas com registos escritos das muitas horas que compensados.

  31. Aproveito para acrescentar o nome do Sr. Francisco Toscano. Não o trato por Dr., pois não percebi ainda qual é a sua habilitação profissional. Advogado? Se o fosse não continuaria a reforçar a ilegalidade de gozar 8 dias de férias no primeiro ano de contrato (ao fim de 1 ano de trabalho). Eu não sou advogada e percebo claramente o que diz o código do trabalho. O problema é que o ACT pouco ajuda…"não levante muitas ondas para não perder o emprego". Ou seja, para o manter devo abdicar de um direito que me assiste por lei!
    Reza ainda a história que uma das colegas que se queixou no ACT foi "denunciada" pelos próprios à AJEJD o que a ser verdade é gravíssimo.
    Não é que não tentemos denunciar, mas de facto a corrupção e o compadrio são palavra de ordem. Até o sindicato a mim me disse para ter cuidado para não ficar sem emprego. Recorremos a quem afinal?? Estamos sozinhos?? Que se investigue por favor! Com seriedade e rigor! Pouco me interessa com quem o senhor dorme! É importante focarmos o que realmente interessa! A avassaladora violação de direitos legais e o ambiente ditatorial que reina, e que faz com que excelentes profissionais trabalhem com medo e infelizes.

  32. Senhor Marco Alves, bom dia. Li a reportagem da Sábado mas, sinceramente mais parecia que estava a ler o Correio da Manhã. Com muito respeito pelo jornalismo de investigação, pareceu-me um artigo de ataque pessoal. Não é isso que representa o desconforto que tem sido publicado neste blog ou a intenção de não deixar morrer uma Associação que sempre se pautou por valores de cidadania coerentes. Sugiro que os jornalistas que queiram fazer investigação neste caso o façam com seriedade, sem lavar roupa suja, mantendo o foco principal.

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