Sábado, Março 2, 2024
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“Nós queremos salvar o SNS e a escola pública”

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O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, refere como “aspetos fundamentais” para o partido a saúde, educação, habitação e controlo de fronteiras. O CDS-PP reúne-se esta quinta-feira para aprovar a coligação que o une ao Partido Social-Democrata (PSD) e ao Partido Popular Monárquico (PPM). À entrada, Nuno Melo defendeu que esta é “a única que pode levar Portugal a um rumo diferente”.

Em primeiro lugar, o CDS está focado em “retirar a ideologia do Serviço Nacional de Saúde”. Segundo Nuno Melo, a “componente social” é fundamental para o partido. “Nós somos liberais no mercado e na criação de riqueza, mas somos sociais na sua distribuição. E por isso nós queremos salvar o SNS e a escola pública”, e não acabar com ambos, declarou.O líder partidário acusou as parcerias público-privadas (PPP) de terem transformado “hospitais bem geridos, exemplares” em hospitais “com problemas e com urgências fechadas muitas vezes”.

Além disso, o partido quer “devolver rigor à educação”. “Os resultados PISA mostram como o facilitismo do PS não trouxe aos estudantes portugueses outra coisa que não fosse a retirada de ferramentas essenciais para o seu próprio futuro”, declarou o dirigente.

“Tem de haver humanismo na integração de quem vem para Portugal, muitas vezes pelo descontrolo absoluto das fronteiras e, como bem se vêm em Lisboa e não só, acaba muitas vezes na rua”.

Nuno Melo frisou ainda que “Portugal é obrigado a controlar uma das fronteiras externas mais relevantes da União Europeia e não o faz”, acrescentando que “há neste momento centenas de processos de expulsão que estão adiados há anos e há detenções que não acontecem porque não há meios”.

Na habitação, o CDS-PP defende uma política “completamente diferente”, acusando o primeiro-ministro de não cumprir com as promessas de milhares de milhões de euros para a reabilitação de habitações.
“Levar Portugal a um rumo diferente”

Nuno Melo abordou ainda a polémica recente em torno da aquisição de ações dos CTT, considerando que esta “é uma rotina do que os portugueses não devem querer mais” e que espera que termine “mais cedo do que tarde – mais que não seja em 10 de março”.O presidente do CDS-PP considerou que as declarações do secretário-geral do PS sobre os CTT mostram a “absoluta impreparação” de Pedro Nuno Santos.

O presidente do CDS-PP insistiu que “não é normal alguém que foi ministro” (Pedro Nuno Santos) dizer num dia que não sabe de nada e “no dia seguinte não só dar essas explicações, como dizer que sabia e concordou com aquilo que aconteceu”.

Relembrando ainda os casos da indemnização na TAP e do investimento no novo aeroporto, Nuno Melo considera que “isto revela uma rotina que é a antítese de um paradigma de lucidez, estabilidade e sentido de Estado”.

Por estas razões, Melo considera que a alternativa apresentada pela coligação PSD/CDS-PP/PPM é “a única que pode levar Portugal a um rumo diferente”.

“Portugal precisa desta solução e felizmente o CDS é parte dela, este partido fundador da democracia que faz tanta falta a Portugal”, acrescentou.

RTP