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Ministério da Educação confirma suspensão de 4 dias para cada um dos 8 alunos que terão agredido sexualmente colega

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OMinistério da Educação confirmou ao Expresso que os oito alunos suspeitos de terem agredido um colega de 11 anos na Escola do Vimioso, em Bragança, foram suspensos da escola por quatro dias.

 

O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária de Vila Real e pelo Ministério Público. E a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Miranda do Douro também está a atuar neste processo denunciado na semana passada pela agência Lusa.

Ao Expresso, o cabo Bento, que lidera o destacamento da GNR de Miranda do Douro, revelou que aquela força policial foi alertada no dia 22 de janeiro por uma médica do centro de saúde daquela região. “Algo de grave se terá passado para termos sido acionados”, alerta o militar sem no entanto revelar mais pormenores em segredo de justiça. A Guarda acabou por delegar o caso à Judiciária já que alguns dos agressores têm mais de 16 anos.

A GNR acionou a Escola Segura para tentar perceber melhor o que se passou naquele estabelecimento de ensino. “Tentámos sinalizar mais casos camuflados e sensibilizámos os alunos para o que aconteceu naquele dia”, conta o militar.

TRÊS DIAS PARA A FAMÍLIA SE DIRIGIR AO CENTRO DE SAÚDE

Também ao Expresso, o presidente da Junta de Freguesia do Vimioso, José Manuel Ventura, que denunciou o caso há uma semana, revela que recebeu várias queixas de pais de alunos daquela escola sobre um grupo de oito alunos que terão “usado um pau de uma vassoura” para sodomizar um aluno de 11 anos.

“É um grupo já com um passado de várias ações violentas. Um destes alunos chegou mesmo a partir o dedo de uma funcionária da escola há cerca de um ano”, recorda.

Sobre o que se passou no dia 19 de janeiro na escola, o autarca relata as informações que tem recebido de vários pais de alunos. “Garantem-me que uma funcionária da escola terá estado presente nestas agressões com a vassoura. Mas desconheço se a mesma fez algo para impedir, ou não, aquele ato de violência.”

José Manuel Ventura acrescenta que recebeu a informação dos pais que um dos agressores é “irmão mais velho” da vítima.

Segundo o “Público”, a criança foi foi encaminhada do centro de saúde para o Hospital de Bragança, onde os exames realizados foram “inconclusivos”, tendo a criança sido enviada para exames periciais no Instituto de Medicina Legal, no Porto.

Ainda por explicar está o facto de as agressões terem ocorrido no dia 19, uma sexta-feira, e a família apenas ter-se dirigido ao centro de saúde dia 22, uma segunda-feira, três dias depois.

O Expresso sabe que nesta altura decorre uma reunião entre responsáveis camarários e pais da escola para debaterem este episódio de violência juvenil.

Expresso