Início Educação Idade média dos educadores de infância subiu para 55 anos e a...

Idade média dos educadores de infância subiu para 55 anos e a dos professores de 1.º ciclo para 50

49
0

Os educadores de infância do ensino público têm, em média, 55 anos de idade, segundo os dados mais recentes da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência (DGEEC). Isso significa que há uma diferença de idades superior a 50 anos entre as crianças da pré-escolar e os seus educadores, traduzindo o envelhecimento acentuado dos docentes, que se estende a todos os níveis de ensino.

O relatório mais recente da DGEEC, referente ao ano letivo de 2021/22, mostra que a idade média dos professores ronda os 50 anos em todos os níveis do ensino público. E nas regiões Norte e Centro o envelhecimento tende a ser ligeiramente mais acentuado do que na Área Metropolitana de Lisboa, no Alentejo e no Algarve.

IDADE MÉDIA DOS PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO

envelhecimento dos docentes tem vindo claramente a agravar-se: basta ver que em seis anos a idade média dos educadores de infância saltou dos 52 para os 55 anos. E no 1.º ciclo – que eram e continuam a ser os ‘mais novos’ – passaram de uma média de 46 anos para 50.

Um relatório da Fundação José Neves, publicado este ano, alertava para o facto de Portugal ser o país da União Europeia com os docentes mais envelhecidos e onde os pais menos aconselham os filhos a escolherem esta carreira. “Aos 15 anos, apenas 1,5% dos estudantes afirmam querer seguir essa carreira”, refere o relatório “Estado da Nação: Educação, Emprego e Competências em Portugal”.

EVOLUÇÃO DA IDADE MÉDIA DOS PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO

Os dados do Ministério da Educação permitem entrar em mais detalhe e ver, por exemplo, que, entre os professores do 3.º ciclo e do Secundário, os de Português tendem a ser os mais velhos (53 anos) e os de Educação Física os mais novos (49 anos).

Sabendo que nos próximos anos muitos professores irão reformar-se, será necessário recrutar 34.500 docentes entre 2021 e 2030, segundo um estudo da Nova SBE sobre as necessidades futuras do ensino em Portugal. E estas novas contratações deverão nos próximos anos fazer inverter o acentuado envelhecimento registado neste século.

Expresso