Início Educação “Há erro de perceção.” Costa esclarece que autarquias não vão contratar professores

“Há erro de perceção.” Costa esclarece que autarquias não vão contratar professores

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Vem António Costa dizer que há um “erro de perceção” por parte dos professores, pois, segundo ele, as “autarquias não vão contratar professores”.

Só que o que não disse António Costa é que os professores estão a manifestar-se diariamente desde dia 9 de dezembro por várias questões que não só a contratação por parte das autarquias.

Esse foi só a tentativa de colocar a cereja em cima de um bolo carregado de injustiças.

O erro de perceção tem sido do Ministro que continua a achar que essa é a questão fundamental. É grave e até já recuou numa proposta que disse que não a fez, mas há muito mais para se resolver.

Recuperação do tempo de serviço

Revisão das tabelas remuneratórias

Eliminação das quotas na carreira

Revisão do sistema de avaliação docente

Revisão do modelo de gestão das escolas

Questão da monodocência

Questão dos descontos para a segurança social em horários incompletos

Portanto esta narrativa que agora se quer passar de que os professores apenas se queixam disso é falsa. Há mais!

Fica a notícia


O primeiro-ministro, António Costa, esclareceu esta terça-feira que não vão ser as câmaras a contratar professores, mas os agrupamentos escolares, admitindo haver “algum erro de perceção”.

“Ouve-se muito que as câmaras vão passar a contratar professores, o que é falso”, e o novo modelo de contratação, na verdade, permite, “quando não há preenchimento das vagas nos concursos, os agrupamentos (e não as câmaras) poderem contratar”.

“O objetivo desta forma de contratação é acabar com o problema horrível dos professores que é terem de andar com a casa às costas até poderem fixar-se numa escola”, garante António Costa.

Para o primeiro-ministro, o erro pode ter uma justificação: “Eu admito que a confusão tenha resultado de estarmos frequentemente a negociar a descentralização e este novo modelo de contratação de professores, mas são processos completamente distintos. O que passamos para as câmaras é a gestão dos equipamentos escolares.”

António Costa reitera que Portugal não pode “continuar a ter alunos sem professores”, dando “aos agrupamentos a possibilidade de contratar professores para os horários não preenchidos” nos concursos.

“Temos de manter a trajetória que temos tido de redução das contribuições em termos de IRS. Hoje as famílias pagam menos dois mil milhões de euros de IRS do que pagariam com as regras de 2015 (…) Todos nós nos lembramos quando perante uma crise financeira perdemos muito daquilo que conquistámos. E foi muito duro repor tudo”, considera o primeiro-ministro.

As declarações aos jornalistas ficou marcada pelos protestos dos professores, mas ainda teve tempo de falar sobre a proposta de um mecanismo de escrutínio a novos membros do Governo feita por escrito ao Presidente da República.

“O Presidente da República já teve a amabilidade de me responder e agora estamos a trabalhar”, afirma.

Sobre se já tem um substituto para a secretária de Estado da Agricultura, António Costa respondeu que “ainda não”.

TSF