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Ficar sem recreio? Desculpem, não!

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Ficar sem recreio…

Escuto, quase todos os dias, alguns pais que me dizem que os seus filhos, todos eles alunos do primeiro ciclo, ficaram sem o recreio. Alguns deles estão sem recreio há uma semana. E, nalgumas circunstâncias, há mais tempo. Os motivos para que isso se dê passam pelo “mau comportamento” em sala de aula, pela forma como se atrasaram numa tarefa proposta pelo professor ou porque estariam, simplesmente, distraídos.

A existência do recreio, num dia de aulas, não se discute. As crianças precisam de ter recreio! O recreio é “vitamina do crescimento”. O recreio é uma oportunidade de aprendizagem tão séria como a sala de aulas. O recreio é amigo da aprendizagem das crianças e, sobretudo, da atenção. O recreio dá-lhes rasgo, tenacidade, autonomia e vida. Quanto mais as crianças têm recreio melhor relação com a escola elas terão.

Atenção, não me interpretem mal. Eu entendo que um aluno precisa que, por vezes, um professor se zangue. Que o advirta. Ou que lhe levante a voz. Sobretudo quando tem dele afecto, sabedoria e sentido de justiça, todos os dias. Mas ficar sem o recreio é tão grave como castigar uma criança não lhe permitindo ser criança. E isso, desculpem, não!