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“Este país não é para professores velhos. Andaram sempre aos trambolhões” – Joaquim Jorge

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“Há um acordo entre alguns sindicatos e o Governo para recuperar tempo de serviço congelado, mas não é para todos. Há sindicatos que não assinaram o acordo e fizeram muito bem. E os professores mais velhos?!

 

 

Alguns sindicatos têm que ver quem está no início da carreira, no meio da carreira, mas também, quem está no final da carreira.

 

Os professores mais velhos devem poder ter uma aposentação específica com direito a uma reforma digna.

 

Há professores mais velhos que, aquando da primeira recuperação parcial do tempo de serviço, não beneficiaram na totalidade desse tempo, devido a terem passado para o topo da carreira, não podendo progredir mais.

 

Os professores mais velhos não têm equiparação do topo da carreira docente ao topo de técnico superior da Função Pública, há uma diferença de 100 e tal euros. O Governo quebrou a paridade entre a carreira docente e a de técnico superior, essa paridade foi alcançada em 1986, após muitos anos de luta.

 

Há cerca de 16% de professores no topo da carreira e podem reformar-se em breve.

 

Há professores que começaram a lecionar na década de oitenta que tinham a perspetiva de se reformarem com 36 anos de serviço, porém, agora, vão trabalhar mais 8, 9 ou 10 anos.

 

A avaliação e o garrote no antigo 8.ºescalão no tempo da Lurdes Rodrigues criou um clima de crispação e de péssimo ambiente entre os professores.

 

Este país não é para velhos, mas também, não é para professores velhos. Os professores em Portugal são dos mais velhos e mal pagos.

 

Os professores velhos já passaram por tudo na educação: mudança de ministros, mudança de políticas, mudança de critérios pedagógicos, mudança de avaliação e progressão na sua carreira. Os professores velhos andaram sempre aos trambolhões.

 

Numa sociedade evoluída deve-se tratar bem os velhos, e nunca esquecer quem ensinou gerações de alunos – os professores velhos.