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Especialistas propõem algumas medidas extraordinárias a adotar no próximo ano letivo

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Planos específicos para alunos e turmas

As escolas e os professores devem desenhar planos específicos de recuperação
de aprendizagens para os alunos, a implementar nas primeiras semanas de aulas.

Autonomia para decidir créditos

Dar autonomia às escolas para decidirem quantas horas precisam de trabalho
do professor e para o apoio ao estudo. Isso implicará um reforço do crédito
horário e a contratação de professores suplementares, mas deve ser
cada escola a decidir quanto créditos e professores necessitam.

Reforço do horário no Secundário

O presidente do Conselho de Escolas defende o “reforço da carga horário
numa hora semanal” no Secundário e “no ano terminal das disciplinas
sujeitas a exame nacional”.

ME deve definir competências

Definição, por diploma do Ministério da Educação, das competências fundamentais a desenvolver por cada ano e por disciplina, para que haja equidade na construção
dos planos de recuperação, propõe Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares.

Flexibilidade curricular

Governo deve permitir flexibilidade curricular para os professores e as escolas construírem planos de trabalho, em vez do cumprimento estrito do programa curricular. É a proposta de João Dias da Silva, da Federação Nacional de Educação.

Adiar ou suspender devolução de livros

Suspender a devolução dos manuais escolares ou adiar essa entrega para mais tarde, no decurso do ano letivo e quando já não forem necessários para a recuperação de aprendizagens.

Deixar que escolas organizem turmas

As turmas terão de ser mais pequenas, mas deve ser dada autonomia aos diretores escolares para encontrar as soluções de desdobramento das turmas, de acordo com a capacidade letiva e infraestrutural das escolas.

Equipar alunos e formar professores

Dotar escolas, alunos e professores de equipamentos e de Internet, a preços reduzidos, para a eventual necessidade de complementar o regime presencial de aulas com alguma aprendizagem à distância. Formar professores e definir modelos pedagógicas para o ensino não presencial.

Escolas abertas aos alunos vulneráveis

Abrir as escolas no verão com programas de atividades criativas e de ocupação dos tempos livres para os alunos, especialmente os mais vulneráveis. A presidente da Unicef
Portugal, Beatriz Imperatori, defende que as crianças possam regressar à escola, antes do arranque do ano letivo.

Fonte: JN