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Escolas continuam abertas. «Não se justifica o custo social e do processo de aprendizagem»

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As escolas não são contempladas na nova leva de medidas anunciadas por António Costa esta segunda-feira. O primeiro-ministro assegura que os estabelecimentos de ensino sempre tiveram autonomia e que, por seu turno, as autoridades de saúdes têm o dever de condicionar sempre que acharem necessário: «Desde o início do ano lectivo até aqui, já houve escolas e turmas encerradas. Já houve alunos em confinamento e assim continuará a ser, sempre que a situação se justificar.»

A opção de fundo, porém, é outra. De acordo com António Costa, «não se justifica, do ponto de vista sanitário, o custo social e do processo de aprendizagem na actual geração de impor por um segundo ano lectivo consecutivo as limitações ao ensino presencial».

Segundo o governante, está claro o custo que essas medidas tiveram no ano passado, nomeadamente em termos de desigualdades de aprendizagens. É «um custo irreversível» e que, por isso, não deve ser repetido.

«Do nosso ponto de vista não se justifica alterar a decisão que foi tomada relativamente ao funcionamento das escolas.» O que não quer dizer que, tal como tem acontecido desde o início de um ano lectivo, as escolas não fechem caso haja um surto, consoante a análise das autoridades de saúde.

António Costa afirmou ainda que as escolas irão manter-se abertas em ensino presencial, uma vez que «as ondas de crescimento de pandemia» ocorreram em tempos de pausa lectiva. As universidades séniores, por seu turno, deverão fechar portas, bem como os centros de dia e de convívio.