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ESCOLA-RESTAURANTE – Por Luís Costa

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Na escola-restaurante, flexível por interesse, o cliente, como em qualquer outro estabelecimento comercial, tem sempre razão e quase todas as vontades. O que deseja aprender? Como deseja aprender? Até onde está disposto a aprender? Quer passar bem passado ou mal passado? Se este prato pedagógico não está do seu agrado, podemos trocá-lo por outro, sem qualquer problema! Os cozinheiros estão aqui para o servir! A vontade do cliente é a sua única vontade!

Poderíamos pensar que a escola-restaurante é uma extravagância, mas, de facto, não é. Afinal, a missão da escola continua a ser a mesma, aquela que sempre usou como brasão: preparar para a vida. E que vida espera os nossos jovens, quando deixarem de ser clientes da escola-restaurante? Uma vida que assenta, como uma luva, no modelo vigente: um mundo empresarial do mais flexível que existe, povoado de patrões que são o prolongamento melhorado dos cozinheiros da escola-restaurante. Hoje apetece-lhe trabalhar? O que deseja fazer hoje! Quanto quer produzir este mês? Gosta de trabalhar neste setor ou prefere mudar para outro? Gosta destes colegas de equipa ou prefere outros mais bacanos? O horário de trabalho está do seu agrado? O salário chega ou quer mais?

E se a fábrica ou a empresa não correspondem às vontades do trabalhador-cliente, que também tem sempre razão, ele muda de trabalho-restaurante, porque, como sabemos, na vida que espera os clientes da escola-restaurante, empregos-restaurante é coisa que não falta.