Início Educação EDUCAÇÃO | Casos de sucesso à distância

EDUCAÇÃO | Casos de sucesso à distância

1265
0

As experiências de ensino à distância bem-sucedidas implicaram capacidade de adaptação e renovação constante da parte do professor. “A aprendizagem que resultou deveu-se aos professores individualmente, e não à escola no seu todo”, afirma Paula Santos, Olhão, mãe de três crianças. “O professor do meu filho mais velho, nove anos, adaptou-se logo bem no primeiro confinamento e neste segundo demonstrou evolução. Notou-se que houve pesquisa e vontade de inovar e manter os miúdos interessados.” As estratégias de aprendizagem que resultaram melhor foram as que se suportaram em ferramentas interativas, e destaca as plataformas Kahoot e Wizer.me. Outro instrumento que se destacou foi o recurso à placa digital onde se pode desenhar e escrever. “Durante a pausa letiva de janeiro, a professora comprou uma mesa digitalizadora para ir resolvendo os exercícios com os miúdos durante a partilha do ecrã.”

Sandra Rodrigues, 49 anos, professora de Biologia do oitavo e do secundário, em Coimbra, adquiriu também uma mesa de digitalização durante este segundo confinamento, através da qual prepara esquemas e faz exposições no decorrer da aula. Considera que arriscou muito mais nas técnicas de ensino no segundo confinamento do que no primeiro. “Desta vez, decidi ir além do uso do PowerPoint e do vídeo. Fui à procura de plataformas que fornecessem atividades.” Mostrou-se de grande utilidade uma página no Facebook destinada a professores de Biologia e Geologia, na qual se partilharam materiais diversos e onde veio a descobrir o Sketchfab, plataforma que simula em 3D um microscópio. Destaca ainda a utilidade da aplicação Wordwall, pela panóplia de atividades, de jogos e concursos ao dispor, entre eles a Roda da Sorte, que pode ser jogada em conjunto, e o Webpuzzle.

Ana Gomes, 40 anos, residente da Marinha Grande, mãe de três crianças, veio a validar o excelente trabalho que estava a ser desenvolvido na escola onde escolheu colocar os seus filhos. “Nunca imaginei que pudessem ser feitas atividades tão criativas, baseadas em experiên­cias, na exploração do mundo. Mesmo em casa faziam experiências com os materiais que tínhamos, até com uma simples palhinha se explicou o efeito da lei ação-reação de Newton.” Para as histórias, os miúdos eram chamados a fantasiarem-se como as personagens.

Expresso