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Educação: a necessidade de ação – José Matias Alves

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O sistema educacional vive, como referem Cabral e Bolívar (2020) [1], uma série de esforços políticos, educacionais, organizacionais e profissionais que são patenteados em momentos de metamorfose estrutural (título de mero exemplo, fornecido no básico versão (1992), gestão flexível do currículo (2001), modelo de autonomia, direção e gestão das escolas (2008), carreira docente e apoio aos alunos (2008), autonomia e flexibilidade curricular (2018), descentralização de competências para os municípios (2019).

Uma longa lista de recomendações de atuação ao nível da organização das políticas educativas, recrutamento, colocação e formação de professores, multirregulação do ensino, governação das escolas, “cuidado” e avaliação dos diretores escolares, destacamos sim, desta vez -eleitoral , uma nota prévia e dezções de orientação para ação.

Como nota anterior, importa sublinhar que o sistema educativo existe para servir as pessoas, para servir as famílias, para servir escolas que materializem (ou não) as ideias educativas de aprender a compreender, de aprender a saber fazer, de aprender ser e devo aprender a viver com uma lógica eficaz de igualdade de oportunidades de acesso, frequência e sucesso educativo. Pensar, desenvolver e praticar um sistema educativo como um serviço público aberto centrado nas escolas, comprometido com o imperativo de fazer com que todos aprendam, independentemente da propriedade e da natureza (estatal ou individual e cooperativa) é uma matriz de referência que perguntamos a seguir.

Enunciemos, então, o índice que devemos mobilizar para uma ação “ generativa e transformadora ”:

  1. Os primeiros professores. No nosso entorno, poderíamos contar alguns dos primeiros. Mas, aqui e agora, estes professores são a pedra angular de um programa político que conduz à educação do labirinto em que nos encontramos. Refletir sobre a carreira, as formas de progredir, a validação da desênfase (separar do progresso), as condições e as formas de trabalho e induzir uma construção de autossuficiência dentro da profissão e gerar, como é, o reconhecimento social da atividade professor é a primeira de todas as prioridades.
  2. Deixe-nos saber aprender e gostar das pessoas. Como você sabe, essas são as pessoas que aprendemos (os professores não podem nos obrigar a aprender, nem aprendê-los novamente). Por isso, é necessário aumentar a liberdade de aprender, abandonando mais uma vez a ideia peregrina de que é “possível pensar para todos como se todos fossem iguais”.
  3. O modelo de gestão e gestão de escolas e agrupamentos. Conhecer a importância dos líderes na construção das comunidades educativas e conhecer a grande diversidade de contextos políticos, territoriais e sociais nunca me fez ter vontade de manter o modelo único de governação das escolas e das comunidades. Além disso, segundo o modelo único de governação, admitindo a pluralidade segundo uma matriz genérica comum, reconfigurando os conselhos gerais na função do território e garantindo a presença e intervenção do Estado nos casos de deslegitimação democrática.
  4. O Conselho Municipal de Educação. Esta organização deve ter uma importância vital na regulação das políticas locais. Porém, por este motivo, é imprescindível respeitar suas habilidades e composição. As alterações legais subsequentes criarão uma estrutura de papel inútil que é importante ignorar.
  5. Inovação organizacional e pedagógica. Aumentar os modelos de referência e inspiração em que ela está ausente (pelo modo de vida), as nossas formas de conduzir escolas, as nossas formas de trabalhar como professores e alunos. Estabelecer a possibilidade de uma gramática generativa e transformadora em cada escola.
  6. Ou acesso ao ensino superior. É um tema rápido que nenhum governo pode mudar. À medida que acumulamos as evidências, ao nível superior dos sentidos, este modelo não serve os seus interesses e necessidades.
  7. Reorganização do sistema de ensino secundário. Reconhecer a rigidez do currículo, dando às escolas e aos alunos mais liberdade para aprender.
  8. O Ensino Particular e Cooperativo, resgatando-o do controle obsessivo do Estado central.
  9. Abster-se da formação profissional a partir da sua formação educativa, incluindo o modelo de oferta educativa, a liberdade de organização curricular e pedagógica e a promoção do reconhecimento profissional.
  10. Reinventando um pacote educacional do futuro. Às vezes é o ponto mais importante que une e fundamenta todos os outros.

Mas fica para o Ano Novo. É uma Vida Nova.

[1] Matias Alves, Cabral, Bolívar (2020). Lideranças, gestos educativos e alegria nas escolas: recomendações para a evolução das políticas educacionais. In Gestão Escolar e Melhoria das Escolas – o que nos diz a investigação, Fundação Manuel Leão, pp. 143-161

O autor escreve o seguinte ou novo acordo ortográfico

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