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E se as escolas deixassem de funcionar durante 6 anos, 6 meses e 23 dias

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A questão de fundo mantém-se – o governo está a roubar mais de 70% de tempo de serviço cumprido pelos educadores e professores durante os períodos de congelamento, discriminando quem exerce funções no continente, em relação aos das regiões autónomas, bem como em relação à generalidade de Administração Pública. Como tal, para além das questões jurídicas (erros na contagem e ultrapassagens), os docentes terão de se manter determinados em exigir respeito pelo trabalho que realizaram e realizam, ou seja, disponíveis para lutar pelos 6 anos, 6 meses e 23 dias que o governo lhes continua a roubar.

Eureka! Eureka! Encontrei a solução para que os professores recuperam os 6 anos 6 meses e 23 dias, sabem qual é?
Parar as escolas durante exatamente esse período de tempo. Não acham uma ideia ótima?

Gostava de ver o governo a fazer de coitadinho que assim não é possível governar, como fez em maio passado e como quer está a fazer com o IVA da eletricidade.

Só quero deixar mais uma palavrinha aos sindicatos que andaram a dormir nos últimos 4 anos! Tenham coragem!

Falharam nesta negociação? Demitam-se, voltem às salas de aulas!

Acham mesmo que os professores são acéfalos?

Que tal mostrarem as vossas folhas salariais à nação com todas as progressões nos últimos anos?

Quantos de vocês estão no décimo escalão sem pisarem uma sala de aula há décadas?

Tenham vergonha e não desistam! Fiz todas as greves por convicção mas começo, também eu, a perder a esperança…quase a desistir da profissão!