Início Educação É hora de imitar – Margarida Marrucho Mota Amador

É hora de imitar – Margarida Marrucho Mota Amador

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Com base nos dados cerebrais de adolescentes e jovens, eles estão lá. A sua capacidade reprodutiva, de uma forma geral, não existe. Tudo o que fazemos é uma base para imitação.

Na Escola Básica EB 2, 3 e Secundaria Gil Vicente optam por restringir o uso de telefilmes na escola DANIEL ROCHA/ARQUIVO

 

Durante a pandemia havia muita tecnologia para apoiar a aprendizagem. Desde a pandemia, os telefilmes foram interrompidos durante muito tempo, mantendo os telemóveis na escola e a sua utilização na sala de aula .

Sempre fui adepto das ‘novas’ tecnologias, desde a ciência como estudei, investiguei e combinei todos os avanços que consegui e coloquei à disposição da cidade o melhor que pude para que minha vida fosse mais fácil. Do ponto de vista da educação, familiarizar outras pessoas com o funcionamento dos dígitos, programas, plataformas e aplicativos habituais que podem despertar a curiosidade sobre os materiais de estudo e a aprendizagem real e atual é uma grande contribuição.

Na maioria das vezes, o uso da televisão nas salas de aula tem sido feito de forma indiscriminada para todos e para nada, para construir o aprendizado. Na maioria das vezes, as pessoas não sabem pensar, não sabem chorar, não têm a verdadeira consciência do que rodeia, observa e vivencia.

Um simples exemplo típico desta época festiva de Natal e Ano Novo, de formulação de bons votos para todos, em geral, ou em particular, leva à inevitável pergunta: “Professor, posso arranjar um telemóvel?” A ideia de uma simples oração ou do telegrama de Nossa Senhora no presépio é acertada para saber se podemos ver como é na TV. Estes são exemplos reais de alguns praticantes.

Com base nos dados cerebrais de adolescentes e jovens, eles estão lá. A sua capacidade reprodutiva, de uma forma geral, não existe. Tudo o que fazemos é base para imitação e não para criação. Imitar o que tentamos dar como resposta. Está tudo feito, é só pegar e enviar para entregar ao professor.

Qualquer que seja o exercício em que seja preciso raciocinare, como aparece por exemplo, fazer o planejamento de um cilindro, em que seja preciso conhecer a fórmula do perímetro da circunferência, não tenhamos menos ideia do que é. será parecido, mas o telemotion responde. É muito difícil estudar, memorizar, entender. Não é preciso. Quando for preciso, adquira – se não for telemóvel. Tudo imita e nada cria.

Fornecer a explicação de um conceito, múltiplos exemplos de uma situação específica a estudar, a utilização de aplicações que facilitem a memorização e a compreensão da vastidão dos materiais, situações específicas em que a telemoção pode ser um instrumento para fins de aprendizagem.

O curso de dar exemplos para imitar, de dar respostas simples, de utilizar que não promova o desenvolvimento do pensamento, do juízo crítico, da capacidade de pensar, de tirar conclusões e de formular opiniões individuais, não é um instrumento a serviço da educação e na forma concreta de aprendizagem, mas antes da facilitação e da conquista da racionalidade e criatividade dos alunos.

A tecnologia é boa e o melhor por onde ela passa pode ser bom. A permissão de seu uso, sem critério ou orientação, não contribui para o aprendizado, mas sim para a atrofia das habilidades de observação, interpretação, memorização e criação. Mas se as situações de aprendizagem ou as formas de fazer as coisas, o currículo deve propor o desdobramento da racionalidade, a questão e interligação de conceitos e conteúdos, ou o prazer de aprender, seja curioso.

Tudo está do melhor e menos do melhor lado. Utilizar o telemóvel indiscriminadamente para qualquer tarefa dentro da sala de aula, dependendo do que já está feito, da preocupação mental, da falta de originalidade, da vergonha de escrever e de se exibir, ou se for, da vergonha de partilhar ou de saber, da capacidade de escrever algo novo . Vamos lá, saia da sua zona de conforto e aprenda.

Tecnologias semelhantes, se usadas indiscriminadamente, não o são.

O autor escreveu de acordo com o acordo ortográfico de 1990

Treinador, ex-diretor do Colégio do Sagrado Coração de Maria e do Externato O Beiral, em Lisboa

Público