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Diretores – Vilão com a vara na mão?

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A FENPROF marcou uma greve para os dias 24, 25 e 26 de Fevereiro, dias de interrupção lectiva. Em causa está segundo a FENPROF “o pedido de professores que, tendo aderido à greve ao sobre trabalho – luta que se prolonga há mais de um ano, como forma de combate aos abusos e ilegalidades dos horários –, viram os respectivos directores, num acto de prepotência, retaliarem com a ameaça e, em alguns casos, marcação de serviço para os dias 24 e 26 (alguns, até, para 25).

Tal como já acontecera nas interrupções lectivas de Carnaval e Páscoa do ano lectivo anterior e, já este ano, na interrupção de Natal, a FENPROF decidiu apresentar pré-aviso de greve para que, nessas escolas (felizmente, a minoria), os professores possam não comparecer, se assim o entenderem, aderindo à greve.

O Presidente do Sindicato dos Professores da Zona Sul, Manuel Nobre, referiu à Planície que “os professores, desde o início do ano lectivo, em Setembro, que está a decorrer uma greve intitulada ao sobre trabalho. Os professores trabalham muito acima das 35h semanais, com tarefas burocráticas, muitas vezes fazendo tarefas de outros colegas, porque por alguma razão a escola não contratou mais um professor ou o Ministério da Educação não permitiu a colocação. O que se vive hoje nas escolas são os docentes sobrecarregados de trabalho, ficando a aprendizagem dos alunos, na óptica do Ministério, para segundo ou terceiro plano, tendo em conta esta grande sobrecarga de trabalho que os professores estão obrigados no seu dia a dia.

A greve que está a decorrer serve precisamente para protestar junto do Governo e do Ministério. Neste momento, na interrupção lectiva do Carnaval, a Fenprof e outros sindicatos sublinham a importância da mesma e alargam-na.”

Professores protestam contra a sobrecarga de trabalho, estando em greve nos dias 24, 25 e 26 de Fevereiro, dias de interrupção lectiva.

Fonte: A Planície