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Covid-19: Mais de 290 milhões de jovens sem aulas. Um número sem precedentes

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Enquanto que por cá assistimos à segunda infeção entre a classe dos professores, no primeiro caso com o fecho imediato da Escola e no segundo caso com a quarentena voluntária das turmas, cinco, que “conviveram” com a professora, como se a professora apenas se tivesse cruzado com aqueles alunos e mais ninguém.

No resto do mundo, sem medo de agir já se fecharam escolas em 13 países.

Tenho cá para mim que a prevenção é o melhor caminho nestes casos! Logo sugiro que se antecipe as interrupções letivas da Páscoa ou mesmo que se prolonguem para que os casos de contágio sejam, esses sim, residuais. No caso de um professor de uma escola estar infetado fecha-se a escola e não apenas as turmas desse professor, numa escola as interações humanas são aos milhares…Parece-me que é assim que se contém!

Alberto Veronesi

Fica a notícia

 


Nas últimas semanas, 13 países mandaram fechar as escolas e outros nove impuseram medidas semelhantes a nível local para impedir a expansão do novo coronavírus, assinalou num comunicado a organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Segundo a UNESCO, se os nove países com restrições a nível local acabarem por generalizar o fecho das escolas mais 180 milhões de jovens vão ficar sem acesso à educação.

Há apenas 15 dias a China era o único país que tinha encerrado as escolas devido ao Covid-19.

A UNESCO convocou uma reunião de emergência dos ministros da Educação para o próximo dia 19, que será feita por teleconferência, para partilhar as diferentes estratégias nacionais dos países para assegurar a continuação do ensino.

“Estamos a trabalhar com os países para assegurar a continuação da aprendizagem para todos, especialmente das crianças e jovens desfavorecidos, que costumam ser os mais afetados pelo encerramento das escolas”, disse a diretora geral da UNESCO, Audrey Azoulay, citada em comunicado.

Para a também ex-ministra francesa da Cultura, “a escala global e a velocidade da atual alteração educativa não tem paralelo e, se se prolonga, poderá ameaçar o direito à educação”.

A UNESCO recorda que o encerramento das escolas, incluindo quando é temporário, “é problemático por numerosas razões”, já que implica uma redução do tempo de aprendizagem e pode ter outras repercussões, como efeitos perniciosos nas famílias e no trabalho dos pais.

A organização diz que está a apoiar a implementação de programas de educação à distância em grande escala e plataformas que permitam a estudantes e professores conectarem-se desde as suas casas.

O Covid-19 é uma doença provocada por um novo coronavírus, que surgiu em Wuhan, na China, no final do ano passado.

A doença pode causar infeções respiratórias, como pneumonia, e provocou cerca de 3.200 mortos e infetou mais de 94 mil pessoas em 80 países, incluindo seis em Portugal.

Itália é o país mais afetado na Europa e o país anunciou hoje que todas as escolas e universidades encerram a partir de quinta-feira e até 15 de março como medida de precaução face à epidemia de Covid-19, que já provocou mais de 100 mortos no país.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.

Fonte: Sapo