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Covid-19. António Costa aponta 4 de maio como a data-limite para cumprir calendário letivo “normal”

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António Costa louvou esta sexta-feira o comportamento “exemplar” dos portugueses no momento de crise que o país e o mundo atravessam, lembrando que as restrições de direitos foram acatadas pelos cidadãos, individualmente e coletivamente, mesmo antes das regras impostas de confinamento e isolamento social. Sobre o que se segue, em entrevista à Rádio Renascença, o primeiro-ministro não escondeu que a decisão “mais difícil” será a relativa à reabertura das escolas.

Terça-feira, dia 7, haverá nova reunião com autoridades de saúde e epidemiologistas, além de Presidente da República e líderes partidários, para avaliar o impacto de um eventual regresso dos alunos às aulas presenciais, mas nesta altura para Costa há uma data: 4 de maio é limite para que o regresso permita que o ano letivo termine “com normalidade”, a tempo dos exames da primeira fase, no final de julho.

“Do outro lado deste túnel de dois ou três meses que todos estamos a atravessar, há luz. Mesmo que ainda não se veja, está lá”, disse o primeiro-ministro. Reconhecendo que há duas semanas podia haver dúvidas quanto à necessidade de declarar estado de emergência para que as medidas de segurança fossem cumpridas, hoje o chefe do Governo garante que tal medida “era absolutamente imprescindível”. Uma decisão em que contou com o apoio da esmagadora maioria do parlamento, o que levou a deixar novo elogio à oposição, que se tem comportado “de forma solidária e unida, num momento que todos compreendemos ser de de unidade nacional”. E nesta altura, Costa nem distingue entre esquerda e direita. Com os antigos parceiros na geringonça, tem-se dado “muito bem”, mas a mensagem é mesmo transversal ao hemiciclo onde os partidos “têm sido sido exemplares na forma de agir”.

Mais complicado está o setor empresarial e a ameaça de uma vaga de despedimentos. Embora não acredite que sejam muitas as empresas a aproveitar o momento para despedir ilegalmente, Costa assume que tem recebido denúncias de infrações e deixou um apelo: “Este é um momento em que temos de agir com responsabilidade ética”. “É preciso proteger o enorme esforço de recuperação que o país fez, para, quando a crise pandémica passar, consigamos recomeçar o mais próximo possível do ponto onde estávamos”.

Na Renascença, Costa ainda foi questionado sobre o seu estado de aparente tranquilidade. O primeiro-ministro defendeu que quem lidera precisa de “transmitir e reforçar a confiança” das pessoas que estão em casa a acompanhar a evolução da pandemia que, desde ontem, passou a barreira de 1 milhão de pessoas infetadas em todo o mundo, um cenário que, descreveu “só tínhamos visto na ficção ou conhecido da história”. E será este o seu momento mais difícil enquanto primeiro-ministro? “É seguramente o momento mais difícil para o país e para as pessoas. Seguramente não sou eu que estou na posição mais difícil”.

Fonte: Expresso