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Comunicado de André Pestana

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Os profissionais da educação estão em luta, os problemas mantêm-se e o governo e o ministro continuam sem querer resolvê-los. Por isso o STOP convocou greves de 18 a 22 de Setembro e uma manifestação em Lisboa para dia 22, a próxima sexta-feira.
A mobilização para esta luta deveria ser o centro das preocupações dos responsáveis sindicais e de todos os que querem uma luta vitoriosa.
Face a tantos rumores infundados, quero deixar claro que estou, como sempre, totalmente comprometido com a luta pela dignificação e valorização de todos os Profissionais da Educação e em defesa de uma Escola Pública de excelência para todos os nossos alunos. Voltei de férias a 17 de agosto e continuo Coordenador do S.TO.P. como está publicado no Boletim de trabalho e emprego: http://bte.gep.msess.gov.pt/documentos/2022/16/13531353.pdf
A organização de uma luta forte tem de contar com a mobilização nas escolas do norte a sul do país, para ajudar essa mobilização desloquei-me recentemente a várias regiões para reunir com centenas de profissionais da educação.
A luta só terá êxito se for construída democraticamente nas escolas, com a participação dos delegados sindicais e das comissões de luta e de greve. É isso que é preciso continuar a fazer e é esse o centro da minha atividade. Continuo totalmente determinado na defesa de todos os profissionais da educação e para esta luta que iniciámos em Dezembro de 2022 continue democrática.
A minha ação social, hoje está totalmente subordinada a esta luta pela escola pública e assim vai continuar se for essa a vontade da maioria dos sócios do S.TO.P..
Apesar de ter esse direito constitucional, como já o disse publicamente, agora não pertenço a nenhum partido, nem a nenhum partido em formação e estou apenas focado na Escola Pública e na melhoria das condições de quem lá trabalha.
Para que não haja qualquer dúvida, neste momento não pretendo ser candidato às eleições europeias mas se por algum motivo daqui a 6 meses mudar de ideias, e se ainda for coordenador do S.TO.P., comprometo-me a fazer o que ainda não foi feito: convocar uma Assembleia Geral de sócios para discutir com todos os sócios, olhos nos olhos, essa questão. Como sabem, em outros sindicatos, vários dirigentes sindicais (incluindo dirigentes máximos) foram cabeças de lista por partidos e nunca fizeram algo semelhante, discutir previamente com os seus associados, olhos nos olhos, essa questão com total transparência.
É lamentável que após a entrevista desastrosa do ME haja pessoas com responsabilidade a lançar calúnias contra mim nos media fazendo um favor ao Ministro e não se preocupando com a luta dos PE.
A três dias de começar uma semana de greve e manifestação nacional convocadas pelo S.TO.P., uma parte dos corpos gerentes faz um comunicado onde continuam as insinuações caluniosas sobre a minha coordenação e nada dizem sobre como mobilizar e organizar para a greve. Além disso, ainda há pessoas com influência mediática que confluem para tentar enfraquecer/destruir a luta alinhando-se na prática com as políticas destrutivas do Ministro da Educação.
A mobilização para a luta e greve é o fundamental onde hoje nos devemos centrar, devemos também incentivar a participação de todos os sócios na vida do sindicato e na decisão e organização da luta. Mais do que nunca é necessária uma Assembleia Geral de Sócios para dar voz e todo o poder aos sócios. QUE NINGUÉM SAIA DO S.TO.P. brevemente todos terão direito a decidir democraticamente o futuro do nosso/vosso sindicato.
Eu continuo determinado, como sempre, na mobilização dos colegas para a greve de 18 a 22 de setembro e para a manifestação de 22 de setembro em Lisboa. As nossas vidas/sonhos não podem continuar a ser adiadas, tem que ser este ano que se investe a sério na Educação, este ano temos crescimento económico, temos receita fiscal extra de mais de 2000 milhões de euros. TEM DE SER ESTE ANO!
TODOS com a greve.
TODOS na Manifestação em Lisboa!