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COMO AVALIAR UM DIRETOR QUE COPIOU O DOCUMENTO BASE DA SUA AVALIAÇÃO? – Luís Braga

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(Quem acha que o assunto já cansa…. Eu escrevo para os interessados. Quem não gosta não lê, como é óbvio)
Este arrazoado interessa a quem é do agrupamento e a todos os que lidem com o caso.
E pode haver quem se interesse fora disso.
Sobre o plágio do diretor da minha escola há um ângulo que ainda não foi abordado.
Como vai ser avaliado quem copiou o documento base da sua avaliação?
A minha opinião é que tem de haver sanção rápida e exemplar para a inaptidão como dirigente, evidenciada por quem entrega objetivos pessoais de gestão, com 2 anos de atraso e sem definir metas e métricas, e que, mesmo com esses defeitos, tem de copiar o documento integralmente do 1º que viu no Google.
Assim, não escondo a opinião que assumo:
-já que o Diretor não tira voluntariamente a conclusão óbvia (pedir desculpas públicas à comunidade educativa e demitir-se), deve o Governo (o Ministro ou em quem delegar), que o pode fazer, demiti-lo.
Teve o visado 3 meses para o fazer voluntariamente, mas, em vez disso, manipulou o posicionamento e funcionamento dos órgãos, para tentar calar as vozes críticas.
Para ver se passava.
O que eu mais ouvi foi “cala-te porque incomodas”. Mas não ouço “não tens razão”.
Quando o incómodo interessa mais que a verdade….. Estamos falados.
Nem no meu departamento consegui que se debatesse o tema. O Diretor proibiu. E os meus colegas acataram e calaram-me.
DISSOLUÇÃO DOS ÓRGÃOS, UM CAMINHO?
A situação geral, aliás, justifica a dissolução dos órgãos, que pedi por escrito, como professor do quadro do agrupamento (que o Diretor até não é: umas das razões para a amarração ao lugar – ir dar aulas a 30/40 kms não é muito confortável, só que uma comunidade educativa, que envolve 1300 alunos, não tem culpa nenhuma disso e, muito menos, da cópia que fez individualmente e com consciência).
O Ministro,.DGESTE e outros organismos não responderam.
Perdeu-se o hábito de responder a cidadãos que se queixam, em especial, aqueles que não são ovelhas mansas, para consumo de lobos assanhados pela política e que não se calam, mesmo quando levam com processos disciplinares ao par, para ver se deixam de balir.
MAS HÁ UM PROBLEMA. COMO AVALIAR?
Como vai o Conselho Geral avaliar o diretor, quando for altura de subir na carreira? Esse é o ponto fraco da estratégia “isto não interessa nada….”
Se considerarem a Carta de Missão (que, já assumiram, é CÓPIA), entram numa contradição que, em si mesma, é uma infracção.
O documento copiado é um falso, um texto apócrifo (com objetivos de 2020, formulados, por cópia, em 2023), uma fraude.
Não pode ser substituído, porque isso era agravar o problema que já existe e favorecer o infractor, até em relação aos outros diretores, que cumprem as suas obrigações, trabalhando e definindo objetivos e métricas, como deve ser e no tempo certo.
Se este entrar na quota para subir e outro, cumpridor, não, é justo?
Não havendo documento válido, não se pode dar avaliação positiva.
E, por o documento ser inválido, não se deduz absolvição do resto., entenda-se. A invalidade por ser copiado é que gera a responsabilidade disciplinar.
Por isto, é que o plágio é também uma questão tão importante.
O avaliador mor de um agrupamento, que faz gala em usar os seus poderes, dando negativa a funcionários e exibindo poder seletivo na avaliação de professores (e nas reclamações) não pode ser avaliado na altura em que tiver de ser. .
Porque o documento base disso, além de mal feito e fora de prazo, é uma fraude copiada.
EM CONCLUSÃO…. DEMISSÃO
E, constatado isto, e uma avaliação necessariamente negativa, o Diretor terá de ser demitido. Com o acelerador, falta pouco tempo para o problema se colocar.
Caberá ao Conselho Geral analisar, e depressa, mas creio que seria pornográfico usar um documento copiado para avaliar um dirigente.
E, como não pode haver outro para substituir e face ao que aconteceu, a avaliação não pode ser satisfatória.
Eu já achava, em Maio, quando me demiti de seu subdirector, que o Diretor devia ser demitido por inepto. Demorei um ano de muito má memória para dar o passo.
Levei com um processo disciplinar em 5 dias….
Não me passava então pela cabeça que 2 meses depois, iria assistir ao PLÁGIO, prova definitiva da gestão aselha.
Hoje deve juntar-se a isso a falsidade documental e a fraude na definição de objetivos.
EU SOU O PROBLEMA? E O MINISTRO QUE FAZ DE CONTA QUE NÃO VÊ?
O ministro pode escolher o caminho (quem sou eu?).
Até poderá haver lobos a uivar para ignorarem o que estou a dizer.
Muita gente diz que estou a insistir nisto porque quero o lugar.
Em primeiro lugar, não provoquei o plágio e o facto de não gostar do diretor não me impede de me queixar de factos que não são subjetivos (são documentos).
Em segundo lugar, posso candidatar-me no futuro (já o tinha dito para daqui a 2 anos e era mais facilmente eleito se agora me calasse). Tenho curso para isso, condição excludente.
Mas não é isso que estamos a discutir.
E o governo pode designar uma CAP sem professores da escola. Estranho será se lá puser algum dela e passe por cima do único da escola com o curso exigido para Diretor (eu).
Eu não vou a parte nenhuma. Aquela é a escola do sítio onde cresci. E realmente não faço questão. Mas faço questão de ter gestão íntegra e trabalhadora.
Mas, seja como for, ninguém vai escapar aos efeitos legais e comunicacionais do problema.
Um diretor que copia. Um conselho geral, que, condicionado por ele, protege o ato até para lá do limite do razoável.
Um ministro que não faz nada e se refugia num vago inquérito, de que o participante (eu) não tem notícia, há mais de 5 semanas.
É este o exemplo que damos para forma do perfil ético dos alunos?