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Como aparecemos nas notícias? – Luís Braga

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Como aparecemos nas notícias?

 

Quem esteve na reunião de Coimbra das comissões de greve talvez se lembre de algumas coisas que lá disse.

 

Uma delas foi propor uma reunião com o Sindicato dos Jornalistas para tratar das questões da cobertura informativa da educação.

 

Já houve excelentes reportagens esta semana que tiveram a virtude de pôr a falar os professores que estavam à porta da escola, de forma quase aleatória..E correu muito bem na SIC, CNN e RTP.

 

O nosso porta voz (André Pestana) funciona muito bem e desejo o momento em que possa debater (e com certeza desfazer) com porta-vozes da política educacional do PS e do Governo (e quem sabe um Secretário de Estado ou até, dia que me colará à televisão, o Ministro).

 

Esta é uma batalha comunicacional.

Ontem correu mal. Fizemos manifestações em todas as capitais de distrito e a Lusa fez isto.o que está abaixo. Um mau serviço.

 

O ciclo das notícias foi dominado pela chuva e temporal.

Nem se deram ao trabalho de ouvir o nosso porta-voz sobre um dia em que estiveram milhares de professores nas ruas.

A notícia que circula por todos os meios via Lusa nem fala disso.

 

Guardo os meus comentários mais técnicos sobre esta peça para outra altura.

 

Esta é uma guerra comunicacional e de opinião pública e para a ganharmos temos de ser objetivos e incisivos.

 

Mas sugeria que agissemos pontualmente neste caso.

Quem tem vídeos e fotos da manifestação da sua terra coloque-os em comentário nos sites da comunicação social. “Porque não aparece esta notícia no vosso meio?”

Há umas 2 semanas, um processo assim ajudou.

 

Dia 14 estamos “agendados”. Nas manhãs de cada dia parece que também pelas TV’s, mas a mensagem que interessa tem ângulos que têm de ser reforçados.

 

Este é um movimento nacional, sem partidos a controlar, baseado na auto organização das escolas e de quem nelas trabalha, em que o Stop é ferramenta de luta, que modifica o quadro sindical habitual e que tem uma agenda vasta de melhoria da escola e não só a do “gatilho” (a municipalização).

 

O Stop, com os meios que tem, vê-se que tem feito um esforço enérgico e inglório para gerir a comunicação.

 

Mas é uma luta de David contra Golias porque o spin do PS e do Governo é forte. E há outros sindicatos a criar ruído e a perturbar a clareza da agenda comunicacional.

 

Mas só é derrotado quem desiste de lutar.

 

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