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Com ou sem máscara, alunos voltam às aulas

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Mais de 70 países já anunciaram os seus planos para a reabertura das escolas, depois de meses de encerramento e ensino à distância na medida do possível. E em todos eles o debate é o mesmo. É seguro? O que pode ser feito para minimizar os riscos? Há um conjunto de regras a aplicar e comportamentos a evitar que são neste momento consensuais e que se repetem de país para país. E há um princípio que todos querem seguir: o ensino deve voltar a ser presencial para todos e só perante a deterioração das condições sanitárias se deve passar a outros cenários que, como ficou demonstrado, prejudicam quem já tem mais dificuldades.

É com esta orientação que 150 mil estudantes da região de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental, no nordeste da Alemanha, regressaram esta semana às aulas. São os primeiros na Europa a iniciar o ano letivo 2020/21, já sob as novas orientações. A região teve até agora poucos casos de covid e, para já, as regras permitem que os jovens não tenham de usar máscara nas aulas — apenas quando circulam nos corredores — nem cumprir um distanciamento físico mínimo. Mas estão separados por grupos, cada um com a sua área de recreio, cacifos e espaço de refeições, descreve o canal de notícias alemão DW.

A expectativa é sempre a mesma: se surgir um caso, que seja possível isolar apenas aquele grupo, de forma a que os restantes possam manter-se na escola. Os professores que estão em grupo de risco para a doença provocada pelo novo coronavírus podem trabalhar de casa e, lá como cá, há um plano de digitalização de milhões de euros para a compra de portáteis a que os estudantes vão ter acesso em caso de necessidade.

Horários de entrada, saída e refeições desfasados, aulas ao ar livre, turnos e redução de alunos por sala, limpeza e higiene reforçadas, distância física, circuitos e grupos que não se misturam. Estes são alguns exemplos de regras que estão a ser aplicadas em vários países como forma de tentar evitar que surjam surtos nas escolas.

Já esta semana, as Nações Unidas apelaram a que os países deem prioridade à abertura das escolas sempre que a transmissão do vírus na comunidade esteja sob controlo. Porque o fecho das escolas que foi determinado um pouco por todo o mundo a partir de março causou a “maior disrupção de sempre nos sistemas educativos”, afetando 1,6 mil milhões de alunos, lembrou António Guterres, secretário-geral da ONU. Se nada for feito, avisou, as desigualdades vão agravar-se ainda mais.

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