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Autarquias (que) tratam bem a Educação

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Na semana que hoje termina, algumas escolas que aderiram à organização do ano letivo em dois semestres, substituindo os tradicionais três períodos letivos, cumpriram a primeira pausa após o início das atividades, em setembro.

Esta paragem de 3 dias de aulas serviu para descanso das crianças e alunos, enquanto os professores estiveram envolvidos em reuniões intercalares de avaliação, com a presença dos representantes dos encarregados de educação da turma respetiva, bem como dos delegados.

É a altura ideal para realizar um balanço referente aos cerca de 2 meses de aulas, reajustar estratégias e metodologias que permitam melhorar a participação e o desempenho dos discentes e refletir sobre o seu aproveitamento e comportamento, por forma a potenciar cada vez mais as capacidades e os progressos de todos e de cada um.

Estes momentos de avaliação/apreciação intercalar também se realizam nas escolas organizadas em três momentos letivos, com semelhantes constrangimentos para muitos pais e encarregados de educação de encontrarem espaços e atividades alternativas para os seus educandos quando a escola “está fechada”.

As interrupções das atividades escolares ocorrem ao longo de todo o ano letivo e civil, havendo a necessidade de serem criados e mantidos programas dinamizados pelas autarquias (ou outras entidades), que apoiem os progenitores durante, pelo menos, o seu horário de trabalho.

É um serviço de excelência, normalmente proporcionada pelas autarquias locais, que para além de atividades lúdicas diversificadas fornecem as refeições respeitantes aos dias de lazer dos jovens, abrangendo essencialmente crianças e alunos que frequentam a escola até ao 4.º, em alguns casos dos 5.º e 6.º anos de escolaridade, e jovens com necessidades específicas independentemente do ciclo ou ano de ensino, a preços muito acessíveis, prevendo, ainda, a comparticipação financeira nos termos dos respetivos escalões de Ação Social Escolar.

Existindo outros de igual relevância, Vila Nova de Gaia e Cascais, os 3.º e 5.º maiores concelhos do país em termos populacionais, desenvolvem programas virtuosos (“Gai@prende+” e “Crescer a Tempo Inteiro”) com as características acima referidas, acomodando e protegendo os jovens, cujos pais estão a trabalhar no período que as escolas se encontram em pausas importantes, optando por ações articuladas de cariz socialmente útil, com vantagens para todos. Por norma, são autarquias que priorizam a Educação na sua plenitude, apoiando as suas escolas no desenvolvimento das mais diversas iniciativas/atividades.

O governo não pode alhear-se do esforço adicional, assaz dispendioso para os municípios que desenvolvem, numa iniciativa própria louvável, programas fulcrais para que os mais novos tenham experiências únicas e significativas, e em paralelo auxiliam e defendem o equilíbrio e bem-estar das famílias que a eles recorrem.

TSF