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Aulas presenciais ou virtuais? CDS-PP pede liberdade de escolha para “diluir” alunos nas escolas

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O CDS-PP quer que seja dada “liberdade de escolha” às famílias para decidirem se os alunos devem voltar às aulas presenciais ou se devem continuar com o ensino virtual. Os democratas-cristãos acreditam que a “diluição” de alunos por estabelecimento de ensino é a solução para se evitar o contágio na pandemia da Covid-19 nas escolas bem como a deslocação de alunos em transportes públicos no próximo ano letivo.

Numa nota enviada às redações esta segunda-feira, o CDS-PP defende que deve ser dada liberdade de escolha aos pais ou encarregados de educação para “escolher se o seu educando volta fisicamente à escola ou se o fará via digital”. Isto porque, sublinha o partido, o regresso às aulas presenciais “não só acarreta o problema do número de alunos por turma, como o problema da mobilidade dos alunos”.

“Entendemos que se torna necessário evitar aglomerados de jovens e crianças em espaços fechados, bem como evitar a deslocação desses mesmos jovens e famílias em transportes públicos, o que para ser cumprido o rácio de segurança, em muito se teriam que aumentar as carreiras de transportes e as instalações escolares”, defende o partido liderado por Francisco Rodrigues dos Santos.

Tendo isso em conta, o CDS-PP sugere a “diluição” das turmas pelos espaços físicos que possam acolher os alunos, “dentro de parâmetros e limites de razoabilidade”. O partido sugere ainda que sejam celebrados Protocolos de Parceria com escolas do sistema particular e cooperativo (colégios, externatos ou IPSS), para que “a Educação seja o mais descentralizada possível de modo a garantir a resposta adequada e eficaz às comunidades educativas”.

Ao mesmo tempo, o CDS-PP propõe que sejam providenciados “os necessários recursos tecnológicos, quer por cada aluno em sua casa, quer nas salas de aula de modo a garantir a qualidade de som e imagem nos recetores”. Se por razões de saúde pública não for possível começar o ano letivo de forma presencial, o CDS-PP defende que os alunos e professores devem ter “tudo o que necessitam, para começarem o seu trabalho de forma não improvisada”.

“Cabe ao Ministério da Educação garantir que no primeiro dia de aulas, que os alunos mais carenciados têm a possibilidade de ter um computador, pois entendemos que todas as tentativas improvisadas que foram adotadas e implementadas este ano, devem ser colocadas em prática de modo consistente no próximo ano letivo”, defende.

Na semana passada, o Governo anunciou que o regresso às escolas será presencial e que, no próximo ano letivo, os alunos vão ter mais dias de aulas e menos dias de férias. “Aumentamos o número de dias de aulas do próximo ano, encurtando, por um lado, a pausa letiva da Páscoa e prolongando a duração do ano letivo para os anos de escolaridade que não estão sujeitos a exame”, explicou o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Fonte: JE