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Atrasos dos alunos podem chegar a ser de sete meses

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Os impactos da pandemia sobre a educação, em particular o recurso ao ensino remoto, provocam atrasos nas aprendizagens que podem chegar a ser de sete meses. O grupo de economistas da Universidade Nova de Lisboa que propõe que as recuperações dos alunos se baseiem em tutorias cita, no plano divulgado esta quinta-feira, diferentes estudos internacionais para sublinhar que os mais prejudicados pelo encerramento das escolas são os estudantes mais pobres.

Os dados internacionais apontam no sentido de que “os grandes prejudicados são os alunos de contextos socio-económicos mais desfavorecidos”, sublinham os economistas da Nova. O seu plano de recuperações de aprendizagens faz uma revisão de estudos pré-pandemia, que medem o impacto do fecho das escolas nas férias de Verão ou outras situações de “disrupção escolar”, e informação produzida em vários países no último ano.

Por exemplo, em Inglaterra, as primeiras projecções apontavam para o aumento de 36% do fosso entre os alunos desfavorecidos e os seus colegas. Dados mais recentes do mesmo país, relativos ao primeiro confinamento, revelaram que os alunos de seis a sete anos de idade tinham dois meses de atraso na aquisição de competências relativamente aos alunos que tinham frequentado o mesmo nível de ensino em anos lectivos anteriores. No entanto, no caso das crianças desfavorecidas, esse atraso é de sete meses.

Também nos Países Baixos “verificou-se uma perda de conhecimentos equivalente a um quinto do ano lectivo”, uma proporção que coincide com as oito semanas de encerramento do ensino presencial naquele país. “Esta perda aumenta em 60% no caso de alunos cujos pais tenham níveis de educação baixos”, apontam os especialistas. Já nos Estados Unidos, concluiu-se que os alunos do segundo e terceiro ano tinham uma capacidade de leitura 30% inferior às dos seus colegas do mesmo nível de ensino em anos lectivos anteriores.

Público

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