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As listas das escolas COVID-19 Vs Realidade

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As listas das escolas COVID-19

Hoje deparei-me com esta frase numa notícia de um jornal diário nacional; “A Fenprof acusa o Governo de “desvalorizar o problema” e de “divulgar números” sobre os surtos “cuja credibilidade é, no mínimo, muito duvidosa”.

Pois… sei lá eu quem é que anda a divulgar números sem credibilidade! Vejamos o seguinte caso de um agrupamento. No início de outubro encerrou as suas primeiras duas turmas e não “apareceu” em nenhuma lista. Numa porque, embora a transparência da escola e o caso noticiado em jornal regional, não foi indagado ou de interesse da “lista”. Na outra, porque não existia. Quase dois meses depois, e com mais algumas encerradas pelo meio, “compareceu” na primeira lista com um caso em que encerrou uma escola de 1.º ciclo. Mas a lista esqueceu-se que nesse mesmo dia encerraram mais três turmas nesse agrupamento de escolas, em outras três escolas diferentes, e não as “noticiou”.

Isto leva-nos a pensar seriamente sobre a credibilidade desta lista. Entretanto, existe outra lista, esta mais oficial, não fosse ela “dos donos disto tudo” da educação. Essa lista já tem os dados de novembro, desde a sua abertura pelos meados do mês, mas ainda não os deve ter contabilizado. Os dados ainda não foram divulgados, nem sei se algum dia o serão. No meio disto tudo, de listas para aqui, listas para ali e listas para além, ninguém sabe o que se passa nas escolas portuguesas quanto a casos positivos de COVID-19. Quantos alunos foram infetados, quantos professores estiveram ou estão infetados ou quantos AO’s e AT’s se viram privados da sua saúde.

Já nem vamos falar do número de alunos, professores, AO’s e AT’s que estiveram ou estão em isolamento profilático, que embora a segunda lista os tenha contabilizados, não os divulga para continuar a tratar o “povinho” como crianças que não aguentam a verdade dolorosa que os mesmos são.

Haja transparência e respeito. A comunidade educativa não merece este tratamento. Ou será que os números vão revelar que afinal as escolas não são um lugar seguro?

João Barbosa