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Ao Cuidado do Rodrigo Moita de Deus, por Luís Sottomaior Braga

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Rodrigo Moita de Deus vamos deixar-nos de rodriguinhos….?! O Rodrigo fala do que não sabe. E é habitual e recorrente. Deve ser algum preconceito das profundezas da frustração inconsciente.
Mas eu não pago a taxa à RTP para que o Rodrigo desopile frustrações mal resolvidas à minha custa.
Há um artigo 102º (criado pelo Salazar, sabia?) e que é o direito de TODOS os trabalhadores de antecipar férias (não são faltas injustificadas é desconto no tempo de férias).
Em todo o mundo, o horário dos professores tem tempo letivo e não letivo (dar aulas e preparar aulas).
Os horários zero são assim chamados no vulgo mas, na verdade, são o chamado destacamento por ausência de componente letiva (o professor foi colocado numa escola onde, anos depois, deixa de ter serviço para distribuir e há regras para sair: acaba, em muitos casos, por trabalhar as 35 horas na escola. Se desse aulas dava 22 horas na escola e o resto era para as preparar, à razão de 1 hora de preparação para cada 2 dadas). Em tempos, isso já foi um problema, agora é insignificante. Esqueceram-se de lhe mudar a cassette.
Agora o resto: que diz à asneirada da “colocação por causa do sindicato” ? Ou pelo tempo de serviço e idade (não sabe o que é graduacao profissional? Quem não sabe o que isso é, não sabe mesmo nada disto de falar de escola e professores).
O seu mal é que há quem lhe pague para dizer asneiras e mostrar pouco apego à verdade e ao rigor. Acha que está imune à crítica ou contraditório, porque quem manda na RTP é gente amiga ou amiga dos amigos. Se eu cometesse metade dos erros factuais (1/10 que fosse), que cometeu naquela curta intervenção, teria dezenas de pais de alunos à perna.
Não insista… Quando fala do tempo, formas de trabalho e carreira dos professores erra sobre factos. Tem direito à sua opinião, por mais cavernicola que ela seja.
Não tem é direito de mentir e verter alarvidades sobre factos verificaveis, num canal público para justificar opiniões.
Está convidado a passar um dia na minha escola e falar com quem lá trabalha para ver como é.
E, com sua licença, tirarei um dia das minhas férias para o acompanhar e lhe mostrar o real e mostrar como são ilusões injustas as fantasias pseudoliberais sobre a docência em Portugal. No meu caso, isso não dará problema a nenhum aluno (embora dê aulas sou um daqueles professores que aceitou gerir a sua escola e, por isso, ganha principescamente uns 10 euros dia por horários de 50 horas reais semanais de trabalho).
E estou a falar a sério com o convite. Ensinar os ignorantes é uma obra de misericórdia.

2 COMENTÁRIOS

  1. Caro Luís Braga

    Compreendo a sua frustração, pois a mesma tenho eu em anos de tentativas de explicar a pessoas atrasadas na sua educação e no seu conhecimento o que é ser professor.
    Este espécime não entendo que dar aulas, implica preparação (tal como o maratonista treina para a corrida) e consegue manter o seu lugar porque infelizmente o serviço público de televisão, devido a falta de verbas, não pode pagar a especialistas e gasta o seu dinheiro com qualquer ignorante que ache que sabe falar.

    Eu não o convido para a minha escola pois os meus alunos e colegas merecem mais do que o contacto com lixo cívico.

    Infelizmente, ao longo dos anos o nosso serviço público de televisao tem assentado neste tipo de populismos em jeito de reality show.
    De facto a escola falhou bastante na educação destas pessoas que por terem meia dúzia de conhecimentos se arrastam na sua inutilidade recebendo o dinheiro que poderia ser gasto em verdadeira informação. Isto são os ressequicios do país salazarento de conhecimentos e amiguismos onde qualquer inútil pode aspirar a peão importante da comunicação social. Este qualquer dia sugere que as pessoas paguem bilhete para a praia pois faz parte do mesmo nível intelectual.

    Não se mace. Mesmo que perceba o trabalho dos professores é pago para usar o nariz vermelho pois é isso que lhe coloca a palha no prato.

  2. Não se pode ensinar nada a quem não quer ser ensinado. A mim até me pareceu que o próprio estava incomodado pela dimensão da alarvidade que estava a dizer. Deixe-o falar. A realidade desmente-o todos os dias, e mesmo que os pais não o vejam, os alunos vêem. O reconhecimento dos alunos é a única coisa que ainda faz esta profissão valer a pena.

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