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António Costa diz que a carreira dos professores “nunca teve tantos anos sucessivos de descongelamento”. Confirma-se?

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hostilidade do ambiente era audível (gritos exigindo “respeito”) e visível (cartazes com a palavra de ordem “demissão” sob uma caricatura do rosto de António Costa com nariz de porco, lápis espetados nos olhos e lábios sobredimensionados (estereótipo racista, ao estilo das personagens de “Tintim no Congo”, álbum de banda desenhada de Hergé publicado em 1931, pré-descolonização do Império Belga e congéneres europeus). Mas o primeiro-ministro teve a coragem de enfrentar e até de dialogar com os manifestantes ao longo de um caminho a pé na direção de um restaurante, à margem das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, a 10 de junho, no Peso da Régua.

Durante esse percurso foi falando com alguns manifestantes, além dos jornalistas que o acompanhavam, e sucederam-se alguns momentos tensos de discussão e interrupções mútuas. “Com licença, posso agora eu [falar]? Respeito que agora é a minha vez de falar. O respeito tem de ser dos dois lados”, disse Costa a uma professora. Numa dessas situações, aliás, o primeiro-ministro considerou que os manifestantes estavam a ser “muito injustos” por “não reconhecerem o seguinte: os senhores estiveram muitos anos com a carreira congelada. Estão a protestar contra um Governo que pôs fim ao congelamento da carreira, que pela primeira vez estão com a carreira descongelada desde 2018, uma carreira que nunca teve tantos anos sucessivos de descongelamento e tem estado descongelada e com a garantia de que não volta a congelar”.

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