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A Grande folga orçamental

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Em Setembro de 2022, o Governo atribuiu um subsídio de 125 euros a cada cidadão .

A justificação dessa ação era a diferença entre o crescimento económico e o défice orçamental.

Assim surgiu uma nova expressão. “ A folga orçamental”.

Todos os comentadores de grande prestigio, adoptaram a retórica a “folga orçamental” sem se questionarem de onde vinha este dinheiro todo, caído do céu.  …..

Passado um ano, todos os partidos do arco da governação, com representação na Assembleia da República, fazem a publicidade ao Governo e dão ideias sobre o que fazer da “ folga orçamental”.

 

A retórica da “ folga orçamental “ é altamente duvidosa.

 

Na rua, no autocarro, na mercearia eu ouço se tem “ folga orçamental”  porque é que não pagam às empresas de transportes,  aos fornecedores, aos médicos, aos enfermeiros, aos policias que mudaram de escalão,  mas ainda recebem pelo escalão antigo. 

 

Não pagam aos bombeiros os subsídios de transporte de doentes, não pagam às IPSS  os subsídios  de creche. As instituições de solidariedade social não têm dinheiro, já prestaram os serviços, já pagaram  aos funcionários e estão na falência, porque ………? 

Existem cidadãos que pedem a reforma, já tendo o tempo de serviço  e idade  e não está a ser concedido nos prazos legais. Existem cidadãos que esperam um ano pela atribuição da sua reforma. 

 

As famílias não têm dinheiro para comprar alimentos, muitas já não compram o peixe ou carne 

Relativamente a esta questão, vou tirar partido do meu conhecimento e  explicar que nesta situação o Governo está a ser amigo das famílias. Uma refeição de carne ou peixe por dia é o nutricionalmente adequado. Na qualidade de Nutricionista. 

 

Mas as famílias não têm dinheiro para pagar eletricidade, água e telecomunicações.

Será que a tal folga orçamental existe?

È a questão que eu coloco.

A dívida pública aumentou nos últimos 8 anos, e o Governo está com outra retórica nas contas certas.

Que contas?

As contas com as empresas, com os fornecedores, com os trabalhadores.

Termino com Platão:

Só sei que nada sei. 

 

Elisa Manero