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A família Mesquita Guimarães e a gravidade da repressão esquerdista nas escolas portuguesas

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A luta pela dignidade e liberdade da Família Mesquita Guimarães contra um Ministério da Educação prepotente, autoritário e intolerante cedo ou tarde espoletará o combate cívico e social contra o controlo esquerdista fortemente repressivo no interior das escolas.

Os sintomas não enganam. As escolas foram transformadas em centros de modelação social da indisciplina, má-educação, violência doméstica, violência social que atingem alunos e famílias. Metade dos professores apresenta sintomas de sofrimento psicológico numa dimensão sem precedentes históricos.

 

Em tempos de sanidade mental coletiva, há muito que teria iniciado uma fortíssima reação cívica contra tal hecatombe social, e numa escola que pesa cada vez mais nos bolsos dos contribuintes.

 

Os regimes altamente repressivos são os que melhor controlam as redes de relações sociais de poder. Conseguem que elas se estendam, pela ação voluntária dos que comungam os seus ideais, ao interior e ao quotidiano das instituições estratégicas de controlo do pensamento social. No passado a igreja, hoje o ensino, a comunicação social e os meios culturais e artísticos.

 

Os sociólogos e demais «cientistas sociais» de plantão não investigam tais redes de relações sociais de poder por estarem, justamente, no topo da pirâmide de toda esta máquina de alienação mental. Eles investigam com facilidade o poder social da igreja ou dos patrões, uma vez que estes colaboram e legitimam os seus estudos, conferindo-lhes carga de cientificidade.

 

Todavia, qualquer investigação que demonstre o poder das redes das relações sociais fortemente repressivas da Esquerda é aniquilada à nascença: «não diz nada de novo», «é populista», «não tem base científica», «não tem ideias organizadas», «não tem propostas», «é de extrema-direta», «é abjeto», «não vale a pena discutir», etc., etc. Os esquerdistas de turno nas escolas, como noutras instituições estratégicas, reproduzem paciente e convictamente a ladainha. Basta uma percentagem desses agentes internos das instituições para domesticar os demais, paralisá-los mentalmente, remetê-los à subserviência, à espiral do silêncio típica das ditaduras.

 

Alguém tem dúvidas que tal teia de relações de poder é a causa maior de depressões, desânimo e frustrações entre os professores? Alguém duvida que quem gera esse tipo de sentimentos e patologias mentais é necessariamente quem partilha o quotidiano connosco? Temos diante dos olhos nas escolas do ensino básico e secundário uma versão socialmente intolerável de violência doméstica há muitos e muitos anos, porém sempre escamoteada pelos professores esquerdistas.

Glória à Família Mesquita Guimarães que está a romper o cerco à distopia esquerdista imposta a partir das escolas, a violência mental com suave rosto pedagógico.

 

Vivi tal insanidade por dentro, na qualidade de professor do ensino básico e secundário desde 1991:

  1. Fiz o estágio profissional coagido a trabalhar com os alunos em grupo o ano inteiro para promover o igualitarismo marxista-leninista na sala de aula, uma formação de professores desastrosa.

 

  1. Poucos anos passados, fui desviado da razão íntima que me fez professor (ensinar história, outros matemática, filosofia, ciências, físico-químicas, biologia, etc.) para violentar a minha consciência a ter de «brincar» com os alunos ao esquerdismo progressista lecionando Área de Projeto, Formação Cívica e, na versão recente, Cidadania e Desenvolvimento, testes à resistência mental que fazem alguns professores (ou muitos) soçobrar, uma barbaridade mental.

 

  1. Fui forçado por lei a praticar a «autoavaliação dos alunos», algo a que sempre resisti para não esvaziar uma das funções institucionais e sociais mais elementares da identidade de ser professor ao longo da história, avaliar os alunos, outra rutura mental grave imposta aos professores pelos engenheiros de almas esquerdistas.

 

  1. Fui atirado institucionalmente indefeso à indisciplina e à violência dos alunos, como a esmagadora maior da classe docente, e tive de aprender a sobreviver em verdadeiras selvas anómicas, enquanto outros docentes soçobram mentalmente nos gulags em que se transformaram as escolas básicas e secundárias.

 

  1. Tive de lecionar a partir de manuais escolares que adulteram reiterada e gravemente conceitos ou inventam conceitos que servem a manipulação mental da Esquerda, e eu com a consciência de estarmos a causar danos mentais irreparáveis a uma sociedade inteira, até pela minha formação académica e intelectual.

 

  1. Evidenciei à saciedade, e com prazer, a violência nazi, porém sabendo que toda essa teia pedagógica serve para manter omissa a violência primordial e bem mais bárbara, e perpetuada no tempo, do comunismo e, por cima, tive de participar alegremente em sessões que glorificam tal casta genocida a que pertencem alguns dos meus pares professores que continuam com as mãos livres para espraiarem os princípios genocidas do comunismo na intimidade das salas de aula a alunos moral e intelectualmente indefesos, verdadeiros atos de violência pedófila.

 

  1. Suportei sessões e mais sessões de bloquistas-globalistas disfarçados de Amnistia Internacional e outras causas fraturantes que invadiram as escolas desde os anos noventa, numa orgia de lavagem cerebral dos alunos que persiste nas escolas.

 

  1. Convivi com alunos de excelência remetidos a turmas altamente indisciplinadas, e que frequentavam as aulas na mais cândida credulidade e inocência, deles e respetivas famílias, como se isso não condicionasse o seu futuro para sempre, ao mesmo tempo que a elite esquerdista, por vezes os próprios professores das turmas, colocavam a respetiva descendência no colégio privado, traço sórdido da mente soviética.

 

  1. Suportei alunos no final do secundário que resistiam, com convicção e na mais profunda ignorância aprendida com professores esquerdistas, às regras mais elementares de construção de conhecimentos.

 

  1. Vi Professoras caminharem para a depressão como se isso fosse natural e inevitável, «culpa delas».

 

  1. Ouvi ao longo de anos queixas e mais queixas, lamentos e mais lamentos em surdina de professores numa instituição esquizofrénica que, em conversas informais, falava-se de indisciplina e outras disfuncionalidades do quotidiano escolar e, nas reuniões formais, os temas resumiam-se às gloriosas reformas e inovações pedagógicas que justamente agravavam os problemas, e todos pareciam entender isso, porém tudo naturalizado pela inabalável fé esquerdista dos professores-controleiros.

 

  1. Convivi com professoras e professores influentes e de suposto mérito, mas sabendo que a sua ambição não era a intimidade da sua sala de aula e o cumprimento de programas, mas desenvolverem muitas e muitas atividadezinhas e iniciativas meio carnavalescas, e eu por vezes com a suspeita desses docentes-modelo do progressismo não terem lido um único livro nos últimos 20 ou 30 anos, tal como uma docente uma vez confessou numa das salas de professores para quem quis ouvir.

 

  1. Convivi com direções de escolas, e mais ainda com professores, sempre esquerdistas, e sempre predispostos a intimidar os seus pares professores em defesa de alunos indisciplinados, mesmo violentos, e respetivos encarregados de educação, a tal escola «inclusiva».

 

  1. Ousar contestar isolada e abertamente tal pandemia institucional é semear inimizades para acabar isolado e ter, como prémio extra, piores horários, turmas e cargos, como acontece em qualquer campo de reeducação ou campo de concentração.

 

  1. A liberdade intelectual e pedagógica dos professores foi reduzida, nas décadas recentes, ao pior da fantasia orwelliana, algo só possível em ambientes de larguíssima condescendência esquerdista, como sempre.

 

Exemplos de barbaridades do quotidiano das escolas básicas e secundárias de todo o país. Nada disto é grave?!!! Em que mundo vivemos?!!!

É preciso ser muito idiota para não perceber o que me move no CHEGA em defesa intransigente dos Professores, dos Alunos, das Famílias.

 

Entrei pela primeira vez numa sala de aula em 1971, em Moçambique. Vivi por dentro, ao longo de meio século, o desabar anunciado de uma das instituições que conheci como das mais dignas e fundamentais da contemporaneidade, a Escola, às mãos da Esquerda, depois na qualidade de docente desde 1991.

 

Hoje, quando regresso à minha escola primária originária, nos arredores da então de Lourenço Marques, agora Maputo, é de ir às lágrimas verificar o que a Esquerda fez aos mais pobres dos pobres, arrancar-lhes um ensino de qualidade como o que me foi oferecido nos anos setenta. Na altura, numa turma quase só de negros em África aprendi com qualidade os fundamentos dos conhecimentos que me vão valendo para o resto da vida. E numa escola que nem sequer era da elite urbana.

 

Hoje, nessa mesma escola dos arredores do Maputo, aprender minimamente a soletrar, uns rudimentos de escrita e contar já é milagre, o que torna quase impossível aqueles alunos negros e pobres terem sucesso escolar onde quer que seja. Um dia, os mais pobres dos pobres terão de cobrar à Esquerda a alma e o futuro que lhes foi roubado por gerações. Espero que esse dia não demore muito.

 

Mas todos os dias lemos e ouvimos professores-controleiros esquerdistas garantirem que o modelo de Escola disfuncional que criaram no último meio século se justificava e, bem pior, que tem salvação. Bastam mais umas reformazinhas, mais umas inovações pedagógicas progressistas, mais e mais inclusão, mais e mais socialismo, mais e mais esquerdismo.

 

Ao mesmo tempo, todos os dias sabemos que professoras e professores humilhados e intimidados seguem que nem gado para o matadouro, a intimidade da sua sala de aula. Será que ainda não perceberam o lugar que a história reservará à Família Mesquita Guimarães?

Observador