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Ninguém quer ser professor? Mestrados em Ensino sem candidatos

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Os mestrados em Ensino, que preparam futuros docentes para o terceiro ciclo e Ensino Secundário, têm cada vez menos inscritos e alguns até já fecharam por falta de candidatos, revela uma reportagem da Rádio Renascença.

No Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, há 13 mestrados em Ensino, mas existem cada vez menos candidatos: por ano, não chegam a sair 100 alunos habilitados para dar aulas desde o 7.º até ao 12.º ano.

“Em todas as áreas disciplinares, desde a Física e Química, Informática, Matemática, Biologia, Geologia, Geografia, História, nos vários cursos de línguas, temos cerca de 90/100 alunos [formados] por ano“, disse à RR Mónica Baptista, que integra a comissão coordenadora dos mestrados no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.

A investigadora reconhece que este é um cenário preocupante, especialmente se tivermos em conta a idade dos atuais docentes, por exemplo, na disciplina de Física e Química. “A percentagem de docentes com menos de 30 anos é apenas de 0,2%.”

“Na Universidade de Lisboa, em 2001, havia 66 alunos a entrar nas licenciaturas em ensino da Física e Química, e em 2002/2003 eram 103 alunos. Atualmente, temos, no máximo, cinco alunos a entrar no mestrado por ano”, lamentou.

A nível nacional, frisa a Rádio Renascença, apenas as Universidades de Lisboa, Porto e Coimbra têm estes mestrados de onde saem 10 alunos aptos a ensinar esta disciplina. Os restantes fecharam por falta de aluno inscritos.

Até 2030 mais de metade dos professores (57%) vai aposentar-se, segundo dados do relatório do Conselho Nacional de Educação citados pela rádio. Atualmente, apenas 1,1% dos docentes tem menos de 35 anos.

Em setembro do ano passado, o secretário-geral da Fenprof alertou que, caso o Governo não tome medidas, vai começar a sentir-se “uma enorme falta de professores qualificados nas escolas” portuguesas.

ZAP //

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