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Bom professor não “manda para a rua”?

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Depois de ter lido, aqui, o comentário do António Duarte, autor do Blogue Escola Portuguesa, ao vídeo que publiquei onde se pode ver quase 4 minutos de pura indisciplina numa sala de aulas assim como o desespero da professora, perante tais atos, a tentar devolver a normalidade à aula.

A certa altura refere o António, e bem, que se instalou insidiosamente a ideia de que que o bom professor não “manda para a rua”.

Quer isto dizer que se o professor tiver a necessidade, ou recorrer a essa “arma”, de mandar sair o aluno perturbador, não é um bom professor porque, dizem os arautos da inclusão, não conseguiu encontrar estratégias para incluir quem não quer ser incluído.

Ouve-se também dizer que o professor ao mandar sair um aluno da sala não está a resolver um problema, mas sim a esconder.

Mas a esses senhores eu pergunto se para “incluir” a dita criatura, que já todos percebemos não quer sequer estar ali, devemos excluir os outros todos que ali querem estar. Sim, porque mantendo estas criaturas dentro de uma sala ninguém ganha nada com isso.

Perde o professor em sanidade mental!

Perdem os alunos que lá estão para aprender!

Perde os próprios alunos que continuadamente provocam o professor e todos os demais, demonstrando que carecem das mais básicas regras de convivência social, o respeito pelos outros.

Obviamente, o problema desses delinquentes não se resolvem se forem mandados sair da sala, mas o bom professor escolherá proteger a maioria e portando dará ordem de saída aos provocadores.

Quando se trata de situações como aquela que é possível visualizar no vídeo, aqui, confesso que o ideal seria que o professor abandonasse a aula. Não se reúnem as condições, não se dá aula!

 

Alberto Veronesi

 

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