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Escolas têm de “entender como centrais” a História e a Geografia, sublinha ministro

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O número de aulas semanais das disciplinas de História e Geografia está a diminuir em várias escolas, para dar espaço à nova disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, criada no ensino básico. As associações de professores estão preocupadas com a situação e vão reunir-se com o Ministério da Educação. O ministro Tiago Brandão Rodrigues afirma que as escolas têm de “entender como centrais” aquelas duas disciplinas.

“Essas duas componentes tão importantes no nosso currículo têm de ser robustecidas e entendidas como centrais pelas escolas”, afirmou o ministro da Educação, na manhã deste sábado, à margem de uma visita à Feira de Educação, Ciência e Tecnologia de Ponte de Lima.

Tiago Brandão Rodrigues reagia à notícia publicada pelo semanário Expresso, segundo a qual em muitas escolas há este ano menos aulas de História e Geografia, em função da introdução da nova disciplina de Cidadania e Desenvolvimento e também da reforma da flexibilidade curricular. “Não quero acreditar que diminuam ou menosprezem estas áreas curriculares uma vez que elas são absolutamente centrais e nós temos trabalhado para que elas possam ser centrais”, declarou.

A última reforma curricular no ensino básico, aprovada no ano passado, fixou 725 minutos semanais de aulas para as ciências sociais e humanas, de que fazem parte História e Geografia. Mas Cidadania e Desenvolvimento foi incluída nessa área científica. Os 45 minutos semanais mínimos para a nova disciplina reduzem para 590 minutos os tempos disponíveis para História e Geografia. Antes da revisão, as duas disciplinas tinham 650 minutos semanais.

O ministro sublinha que a área das ciências sociais e humanas “tem sido privilegiada” pelo Governo e foi esse o sentido da revisão curricular mais recente: “Por isso não tem nenhum sentido que as escolas agora ofereçam menos aos alunos.”
O Ministério da Educação vai reunir na próxima semana com as associações de professores de História e Geografia para debater a questão. As associações de professores tinham pedido ao ministério, antes da aprovação da nova lei da flexibilidade curricular — que dá às escolas 25% do tempo lectivo para ser gerida da forma como entenderem — que definisse tempos mínimos para as disciplinas que as escolas teriam que respeitar, mas a tutela rejeitou essa intenção.

Ao Expresso, o presidente da Associação de Professores de História (APH), Miguel Monteiro de Barros, diz que são “muito raras” as escolas que não cortaram no número de horas lectivas atribuídas à disciplina de História. Isto acontece no 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, mas também no secundário, diz, classificando o panorama como “desolador”. “Na generalidade [das escolas] verifica-se uma redução de 45 ou de 50 minutos por semana em cada um dos ciclos de ensino, incluindo no secundário. Casos há em que a redução é ainda maior”, descreve o mesmo responsável.

Fonte: Público

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