Início Notícias Se alunos não frequentarem as aulas presenciais podem não ter ensino à...

Se alunos não frequentarem as aulas presenciais podem não ter ensino à distância

2112
0

A data para o retomar das aulas presenciais no 11º e 12º anos está marcada – 18 de maio – e nos próximos dias as escolas terão de garantir que vão cumprir todas as condições estipuladas pelo Ministério da Educação e que seguiram esta terça-feira para as direções dos estabelecimentos de ensino.

A frequência das aulas às disciplinas sujeitas a exame nacional é facultativa e as faltas estão justificadas. Mas a decisão pode trazer algumas consequências, já que a escola deixa de ter a obrigação de garantir o ensino à distância como tem acontecido até agora.

“Os alunos que não frequentem as aulas presenciais, por manifesta opção dos encarregados de educação, veem as suas faltas justificadas, não estando a escola obrigada à prestação de serviço remoto”, lê-se na nota enviada aos diretores. Há, no entanto, a ressalva para os alunos em grupos de risco.

Para estes a escola “deve facilitar o apoio remoto à semelhança do que acontece em todos os casos de doença prolongada”, explica-se ainda.

Esclarece-se igualmente que os estudantes vão ter aulas presenciais a todas as disciplinas sujeitas a exame nacional, “independentemente de virem a realizar os respetivos exames”.

Todas as outras que não terminam com exames nacionais continuam a ser dadas à distância.

Quanto aos professores das disciplinas que vão ter aulas presenciais e que pertençam “atestadamente a um grupo de risco” – a Direção-Geral da Saúde enumera alguns exemplos, como doença cardíaca, diabetes ou pessoas com o sistema imunitário comprometido – não têm de ir às escolas, cabendo as direções arranjar uma solução.

Entre as alternativas, prevê-se a redistribuição do serviço por outros professores, a manutenção do ensino à distância nessa disciplina, com algum apoio presencial na escola por parte de outro docente ou o recurso a mecanismos de substituição, explica o Ministério.

NÃO HÁ LIMITE MÁXIMO DE ALUNOS, MAS DE DISTÂNCIA MÍNIMA

O Ministério optou por não definir um número máximo de alunos por sala de aula igual para todas as escolas. A regra é sempre a de manter o “distanciamento físico” de segurança (cerca de dois metros). Se tal for inviável, então as escolas podem desdobrar as turmas, “recorrendo a professores com disponibilidade na sua componente letiva”.

Se esta alternativa também não for possível por falta de recursos humanos, então o tempo letivo da aula é reduzido em metade – o docente trabalha assim com dois grupos mais reduzidos e o resto do tempo é utilizado em trabalho autónomo dos alunos.

As regras agora emitidas valem tanto para o 11º e 12º anos dos cursos científico-humanísticos como para os anos equivalente dos cursos profissionais e outras ofertas de ensino secundário

Quanto à organização dos horários e dos espaços escolares, também são dadas várias orientações. O objetivo é sempre o mesmo: evitar períodos e locais com grande concentração de alunos.

Assim, as aulas funcionarão entre as 10h00 e as 17h00, idealmente em salas distanciadas entre si e com um aluno por carteira. Os intervalos devem ser curtos e os estudantes devem permanecer dentro da sala de aula. O uso de máscaras é obrigatório para todos e há regras rigorosas para a utilização das cantinas. Buffets, bares e espaços de convívio devem estar encerrados.

Fonte: Expresso

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.