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Regresso às Aulas | Saber escrever é uma das prioridades para a recuperação das aprendizagens

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Saber escrever é uma das aprendizagens que o Ministério da Educação  (ME) aponta como prioridade no processo de recuperação que ocupará as primeiras cinco semanas do
próximo ano lectivo. O ministério divulgou ontem um “roteiro” com orientações para a recuperação de aprendizagens que tenham ficado perdidas devido à pandemia de
covid-19, no qual identifica quais destas “possam vir a impedir o aluno de
progredir”.

Com base nas chamadas Aprendizagens Essenciais, que vieram substituir as metas curriculares mais extensas, o ME aponta alguns exemplos das que não deverão ser descuradas no processo de recuperação que ocupará o início do ano lectivo e cuja consolidação se deverá prolongar ao longo de 2020/2021, insiste o ME.
É neste exercício que a escrita ganha relevo nas pistas apontadas para o 2.º e 6.º ano de escolaridade.

Para os mais novos pretende-se que escrevam “correctamente palavras com todos os tipos de sílabas, com utilização correcta dos acentos gráficos e do til” de modo a que possam prosseguir “o processo de consolidação, de desenvolvimento e compreensão
da linguagem escrita”.

Em relação ao 6.º ano explicita-se que no ano anterior os alunos deveriam ter aprendido a “escrever textos organizados em parágrafos, de acordo com o género textual que convém à finalidade comunicativa (texto de características expositivas e texto de
opinião; notícia; carta; email)”. Alerta o ministério que, com “a mudança repentina para o ensino à distância”, esta competência “poderá não ter sido desenvolvida”, sendo que é
“essencial ao desenvolvimento” de uma das aprendizagens essenciais de Português para o 6.º ano: “Intervir em blogues e em fóruns, por meio de textos adequados ao género e à situação de comunicação”. No documento agora divulgado, o ME alerta que a selecção da matéria por parte das escolas e dos professores “não deverá ser feita numa lógica de adição de conteúdos, mas na definição do que é estruturante para a aquisição de novas aprendizagens”.

Neste roteiro frisa-se também que as escolas deverão estar preparadas para transitarem entre o regime presencial e o regime não presencial, de forma não disruptiva” e que,
por isso, no seu plano de actuação “deverá ser privilegiado o trabalho autónomo dos alunos, através do acesso a recursos disponibilizados na plataforma de aprendizagem
online da escola”.

“Paralelamente, deverão ser disponibilizadas ferramentas de comunicação seguras que permitem estabelecer interacção entre alunos e entre alunos e professores”, acrescenta-
se antes de se chamar a atenção para o seguinte: “No quadro do actual contexto educativo, assume particular relevância o desenvolvimento do trabalho autónomo por
parte dos alunos”. O que poderá passar por ser o próprio estudante a elaborar um “diagnóstico” das suas necessidades.

Neste documento de 51 páginas, o capítulo final é dedicado à avaliação externa. E aí fica a saber-se que os exames nacionais do ensino secundário deverão em 2021 repetir
a estrutura adoptada este ano com o objectivo de “mitigar” os efeitos da pandemia de covid-19 nos resultados dos alunos.

Público

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