Início Educação Regresso às aulas. Como agir na escola perante suspeita de covid?

Regresso às aulas. Como agir na escola perante suspeita de covid?

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A    duas semanas do início do ano  letivo, todas as escolas devem ter preparada uma área de isolamento, para o caso de haver uma suspeita de infeção de covid no espaço escolar. É neste lugar que a pessoa com sintomas coincidentes com os do novo coronavírus deve esperar pelas indicações das autoridades de saúde, segundo o plano de contingência para as comunidades escolares elaborado pelas direções-gerais da Saúde e do Ensino.

Se o suspeito for uma criança, esta deve ser acompanhada por um adulto com máscara e com a preocupação constante de desinfetar as mãos. E para relatar a situação, a escola deve entrar em contacto com uma autoridade de saúde local ou nacional, através da linha SNS 24.

“As autoridades de saúde locais devem ser imediatamente informadas do caso suspeito e devem ser fornecidos os dados (nome, data de nascimento, contacto telefónico) das pessoas que integram o(s) respetivo(s) grupo(s) – alunos, pessoal docente e não docente – do caso suspeito, de forma a facilitar a aplicação de medidas de saúde pública aos contactos de alto risco”, pode ler-se na norma de segurança criada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) com o apoio da Direção-Geral da Educação e da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, apresentada em julho.

Se o suspeito for uma criança ou um aluno, o encarregado de educação deve ser contactado de imediato.

O documento refere ainda que tem de se proceder à limpeza e desinfeção de todas as superfícies utilizadas pelas pessoa com suspeita de covid-19, especialmente na área de isolamento.

Já “os resíduos produzidos pelo caso suspeito devem ser acondicionados em dois sacos de plástico, resistentes, com dois nós apertados, preferencialmente com um adesivo/atilho, e devem ser colocados em contentores de resíduos coletivos após 24 horas da sua produção (nunca em ecopontos)”, continuam os especialistas.

Estas são as indicações gerais sobre a forma como a comunidade escolar deve proceder em caso de suspeita de covid-19 dentro das escolas, a partir do próximo dia 14 de setembro – quando se iniciar o novo ano letivo. Mas tendo em conta a suscetibilidade do tema, a DGS anunciou, nesta segunda-feira, em conferência de imprensa, que está a preparar também um manual de apoio aos estabelecimentos de ensino, que não deixará de fora esta temática.

Pode-se, portanto, esperar regras pormenorizas para controlar “o pânico” e a vontade “de encerrar toda a escola”, perante uma suspeita, indicou a diretora-geral da Saúde. Graça Freitas assumiu também que este manual deverá estar disponível antes da próxima reunião no Infarmed – que reunirá especialistas, políticos e parceiros sociais -, ou seja, até 7 de setembro. Já o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, referiu que este documento “será muito útil para saber o que deve ser feito em cada situação” e como cada um dos intervenientes – pais, professores, alunos e diretores – se deve comportar.

“As escolas não podem encerrar”

As normas, os manuais, os discursos, todas estas formas de comunicação têm um objetivo muito claro: evitar a todo o custo que as escolas encerrem no próximo ano letivo.

“As escolas não podem encerrar, nem podemos ter o nível de ensino à distância que tivemos no ano passado. A escola pública e o ensino presencial são fundamentais. É essencial que organizemos em cada agrupamento de escolas, e em cada estabelecimento, planos de contingência para responder ao que é preciso: vai sempre haver um aluno ou um professor contaminado, temos de evitar que um aluno infetado não seja sinal de que a escola toda vá fechar”, afirmou o primeiro-ministro, nesta segunda-feira, durante a Conferência Nacional do PS.

DN

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