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Qual a solução para a debandada de professores do ensino privado para o público?

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Na passada sexta-feira no programa da RTP1 Sexta às 9, o presidente do AEEP, Rodrigo Queiroz e Melo queixava-se da debandada, nomeadamente nos últimos dois anos, de professores do ensino privado para público.

Como é de conhecimento geral, pelo menos daqueles que já trabalharam quer num, quer noutro, o ensino público oferece condições remuneratórias diferentes que juntando ao facto de no privado geralmente, salvo algumas honrosas exceções, os professores serem mal pagos, muitas vezes com a técnica do envelope e para além disso fazem de tudo o que houver para fazer, são pouco valorizados, ou seja são escravizados.

Por estas razões a tendência cada vez maior é a de fazer a transição para o estado. Legitimo.

Com esta situação cria-se um problema nos colégios privados que ficam em dificuldades para conseguir segurar os professores, sejam eles bons ou maus.

Neste momento deve estar a pensar que seria fácil resolver a questão. Oferecendo melhores condições ou pelo menos as mesmas que o ensino público oferece, nomeadamente remuneratórias e de carga de trabalho para além do cumprimento das leis do trabalho. Sim esta seria a solução!

No entanto, o que sugere o presidente da AEEP é, ignorando as razões para a debandada, que o Ministério da Educação autorize a contratação fora do mercado docente. Ou seja, contratar um licenciado na área, ou equivalente, que daria aulas acompanhadas por um professor experiente da escola durante um ano, após o qual estaria apto e considerado professor.

Infelizmente isso já aconteceu no passado no ensino público com todos aqueles que bastando que tivessem habilitações mínimas/suficientes poderiam dar aulas!

Não lhe parece que é para lá que estamos a caminhar novamente!

É isto que queremos?

Será que esta autorização é livre de interesses? Que remuneração para esses “professores”?

Alberto Veronesi

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