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Próximo ano será para recuperar aulas e alunos sem «meter o Rossio na Betesga» – Governo

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Tenho gostado muito das mais recentes declarações do SE João Costa, mostrando discernimento e capacidade de análise, primeiro assumindo que o que se passou neste terceiro período foi apenas um remendo, depois a fazer de tudo para regressarmos ao presencial, nem que seja por turnos…


O secretário de Estado da Educação defendeu hoje que no próximo ano letivo será preciso apoiar mais os alunos que ficaram para trás assim como recuperar matérias, mas não será um ano para meter “o Rossio na Betesga”.

No próximo ano letivo “há um trabalho que vai ter de ser feito” e que passa por apoiar os “que menos conseguiram estar ligados”, defendeu hoje o secretário de Estado da Educação, João Costa, durante a conferência promovida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) intitulada “Recuperar… o Quê? E Como”.

Segundo João Costa, neste momento, os professores já sabem quem são os esses alunos e não será de estranhar se surgirem “novos focos de pobreza”, tendo em conta o impacto económico da pandemia de covid-19.

Em causa estão os alunos de famílias mais carenciadas mas também todos aqueles que, por alguma razão, não conseguiram estar ligados a acompanhar as aulas.

João Costa defendeu que também é preciso identificar que conhecimentos não poderão ficar para trás, mas sempre com uma certeza: “É preciso perceber que o ano letivo de 2020/2021 não pode ser o ano do Rossio na Betesga”.

Não será possível “enfiar tudo o que é normal num ano letivo e mais tudo o que não se fez no ano anterior”, alertou o secretário de estado, sublinhando, no entanto, que as escolas não se poderão cingir às aprendizagens essenciais.

Sobre a opção do Governo de mandar encerrar as escolas, recordou que “na altura houve quem sugerisse que o ano letivo ficasse por ali ou não houvesse avaliações”, mas o Ministério da Educação optou por avançar para um modelo de ensino à distância para manter contacto com os alunos.

“Caso contrário poderia ser enormemente penalizador para eles”, sublinhou, citando um estudo que indica que durante as ferias de verão os alunos podem chegar a ter uma regressão de aprendizagens de quase um mês ou mesmo de dois meses para os alunos de classes sociais mais desfavorecidas.

“Parar em março seria chegar ao limite de estar a condenar alguns alunos a um ano de regressão”, recordou.

 

Fonte: Diário do Minho

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