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Professores de Madrid em greve por falta de segurança no regresso às aulas por causa da covid-19

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Os professores da Comunidade de Madrid, em Espanha, anunciaram uma série de greves para o início do novo ano escolar por sentirem falta de condições de segurança no contexto da pandemia de covid-19. Acusam as autoridades regionais e o Ministério da Educação de “não terem garantido as medidas necessárias ou o aumento essencial de recursos”, o que consideram ser uma “situação muito grave” que põe em “perigo a comunidade educativa”.

“Mobilizamo-nos por querermos regressar às escolas e lá ficar. Não queremos ficar confinados na semana em que começamos. Estamos a fazer o nosso melhor em todos os
sectores para regressar à actividade e comprometemo-nos com aulas presenciais. As crianças precisam de regressar à escola pela sua estabilidade  educativa e emocional”, disse ao El Mundo a secretária-geral da união sindical CCOO, Isabel Galvín.
“Estamos perante a situação mais difícil em décadas.”
Faltam poucas semanas para as aulas começarem na Comunidade de Madrid e os professores ainda não receberam qualquer plano sobre como será feito o regresso, dizem os sindicatos. E, por isso, as centrais sindicais CCOO, UGT, CGT e STEM convocaram um novo período de greves logo no início das aulas. No dia 4 de Setembro, os educadores
dos infantários vão fazer greve, no dia 8 será a vez das escolas primárias e, no dia 9, a dos professores do ensino secundário.

A jornada terminará a 10 de Setembro, quando todos os professores farão uma grande greve, com as quatro centrais sindicais a anunciarem-na em comunicado conjunto. Sem
que haja um plano concreto das autoridades, os dirigentes sindicais não querem esperar e avançaram com uma série de reivindicações:

menor número de alunos por turma, aumento do número de professores, mais limpezas e pessoal auxiliar e mais recursos para corrigir as limitações digitais das escolas. E para que
tudo seja possível, para que haja verbas, os sindicatos querem reverter “as políticas de privatização em Madrid” e acabar com as “transferências de dinheiros públicos para
mãos privadas”.

Espanha registou ontem mais de seis mil novos casos, dos quais quase quatro mil das últimas 24 horas. É o maior número registado em semanas, o que faz com que o país tenha mais de 370 mil casos, dos quais 90 mil activos, e mais de 28 mil mortes, de acordo com a contagem da americana Universidade Johns Hopkins.

A Comunidade de Madrid é a mais afectada desde o início da pandemia.
O ministro da Saúde da Comunidade de Madrid, Enrique Ruiz Escudero, deixou claro que as razões da greve dos professores eram “falsas” e recusou as críticas de “inacção” contra o seu executivo. “Usar [o direito à] greve neste momento por interesses políticos não diz muito sobre os organizadores e é uma falta de respeito para com a comunidade educativa”, disse o governante.

“O governo não mostrou inacção e desde o primeiro momento tem trabalhado em  medidas diferentes e múltiplas para todos os centros educativos.”
E, por seu lado, a presidente do governo de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, pediu “responsabilidade”.
“Vamos apresentar a nossa estratégia em breve. No entanto, já temos uma greve relevante”, lamentou a governante.

Público

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