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“Preocupação com condições para o arranque do ano letivo”

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Em comunicado enviado às redações, a JSD diz estar “preocupada com as recentes notícias sobre o arranque das aulas do ano letivo 2020/21″, começando por apontar que “em cenário pandémico, o aumento prometido de mais 700 funcionários afigura-se como manifestamente insuficiente”.

Neste contexto, a JSD insta o Governo a um levantamento de “quantos funcionários são precisos nas escolas”, procedendo-se à sua contratação “nomeadamente em parceria com as autarquias locais”.

No que toca à distribuição de computadores, a juventude ‘laranja’ recorda que no último ano letivo a passagem para o ensino à distância “deixou milhares de alunos desconectados das suas escolas”, exigindo ao executivo de António Costa que garanta esta distribuição à data do recomeço das aulas.

“A JSD considera que o governo deve preparar-se para todos os cenários, sendo que será dramático se, caso tenhamos de regressar ao ensino à distância, voltarem a existir milhares de alunos privados de aprender, porque o governo não acautelou esta situação”, adita o comunicado.

As preocupações da dos jovens sociais-democratas estendem-se às condições logísticas e organizacionais, nomeadamente os “circuitos de circulação, os horários e duração dos intervalos, as regras de distanciamento em sala de aula, os transportes dos alunos, bem como as regras de utilização de espaços como as cantinas, bibliotecas e balneários”.

Apesar de estar confiante que “a comunidade escolar continuará, como tem feito até aqui, a conseguir adaptar-se exemplarmente aos desafios dos novos tempos”, a JSD considera que ainda assim é responsabilidade do governo garantir um recomeço “seguro para todos”.

Quanto à recuperação de conteúdos prevista para o início do próximo ano letivo, que pretende compensar as dificuldades sentidas por alguns alunos no contexto de pandemia, a JSD considera essencial que as escolas tenham meios para colocar em prática esta ajuda, “caso contrário, os alunos que ficaram para trás nos últimos seis meses continuarão atrás”.

Na passada quarta-feira, pais e encarregados de educação lamentaram a falta de informações concretas sobre como irá funcionar o próximo ano letivo, lembrando que este “não é um problema exclusivo das escolas, mas também das famílias”.

Segundo uma decisão do Conselho de Ministros do passado dia 13 de agosto, os funcionários das escolas contratados para satisfazer necessidades temporárias vão poder ter os seus contratos prolongados até ao final do próximo ano letivo, decisão justificada pela situação de pandemia de covid-19 que o país atravessa.

O próximo ano letivo tem início entre os dias 14 e 17 de setembro.

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