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Porque não? Depois do que nos têm feito! – Professores participarem numa campanha contra o PS?

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Os movimentos independentes de professores deveriam organizar uma campanha para derrotar o PS nas próximas eleições legislativas. Começando já com a não aprovação de um Orçamento que não inclua a devolução dos 9anos 4 meses e 2 dias.

Acções de rua, e-mails para professores, textos em blogues e uma manifestação da classe são as formas que os docentes deveriam utilizar a partir de setembro/outubro, em plena de aprovação de orçamento de estado, para impedir que o PS veja o Orçamento aprovado.

Já aconteceu no passado e com bons resultados:

PEDRO VILELA MARQUES30 Julho 2009 — 07:37 in DN

O Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP), a Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (Apede) e o Promova reuniram na terça feira e do encontro saiu um objectivo declarado: “fazer campanha política contra o Partido Socialista”. Confrontado com a hipótese de os movimentos serem instrumentalizados pelos partidos da oposição, Ilídio Trindade, do MUP, defendeu que “não se trata de apelar ao voto em nenhum partido político, mas apenas tirar o PS do Governo, para estancar a dinâmica destrutiva na educação”.

Para tal, os professores vão utilizar a Internet, através da qual contam fazer chegar a cerca de 90% da classe textos contra o actual executivo. Autor do maior blogue sobre educação em Portugal (A Educação do Meu Umbigo), Paulo Guinote está disponível para alinhar nesta frente, mas sempre de forma independente. “De forma a explicitar em quem não voto e não em quem voto e a dar a minha opinião sobre os programas dos partidos”, até porque “concordo com o objectivo da campanha mas não com a forma, com esta estratégia do tudo ou nada que pode levar a um corte completo com um futuro Governo”, explicou Guinote.

Mas os professores não se vão limitar ao mundo digital e querem promover acções de rua, a culminar numa grande manifestação, para a qual vão pedir a participação dos sindicatos. No entanto, a avaliar pela reacção do líder da Fenprof, esta última proposta não terá a adesão sindical. “Os sindicatos não fazem campanha contra partidos”, respondeu de forma taxativa Mário Nogueira. “Apenas fazemos lutas contra políticas e em defesa dos professores”, continuou o dirigente da Fenprof, que ainda assim admitiu “que é bom que não haja uma maioria absoluta de nenhum partido, de forma a favorecer o diálogo”.

Para os movimentos, a campanha faz sentido mesmo sem o apoio dos sindicatos, e “em pequeno ou em grande número”, os professores vão manifestar-se na mesma. “Isto porque percebemos que grande parte da classe está descontente A título de exemplo, fizemos uma pequena sondagem no site do MUP onde perguntámos que medidas deviam ser feitas para pacificar a classe e as respostas apontavam para a suspensão do modelo de avaliação, o fim da divisão e das quotas na carreira e a reposição da autoridade dos professores, que curiosamente foi a resposta mais dada…”, diz Trindade.

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