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Joana Mortágua “É incompatível atacar os professores e defender a escola pública” – Vídeo

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Propostas para trazer justiça ao sistema de recrutamento dos professores, segundo a deputada, que diz que não se pode defender a escola pública quando se maltrata os professores.

1.º – Vinculação se dê com três ou mais anos de contratos sucessivos, completos ou incompletos, que sejam colocados até ao final do  primeiro período.

2.º – Que seja considerada a graduação profissional como critério único de ordenação.

3..º Concurso interno, externo,de mobilidade interna e satisfação de necessidades temporárias em 2018 e 2019, que resolva várias injustiças entre elas colocações erradas, como as sucedidas com os conhecidos “lesados de 25 de agosto”.

4.º A redução significativa da dimensão geográfica dos quadros de zona pedagógica.

5.º Criação de um grupo de recrutamento de Língua Gestual Portuguesa.

Relativamente às propostas do Bloco quero dizer que na globalidade estou de acordo mas que não posso deixar de comentar duas delas.

A primeira refere-se aos “lesados de 25 de agosto”, relativamente a este assunto não posso estar de acordo com aqueles que se queixam!

Não faz sentido concorrer, seja ao que for, sem saber exatamente as regras e sobretudo sem calcular as consequências.
Neste caso foi isso que aconteceu, os professores concorreram baseados numa lei do “sempre foi assim”, que na realidade nunca foi regra e com isso contaram com o “ovo no dito da galinha” e não mediram corretamente as consequências das suas escolhas.
Mas agora pergunto a todos os que estão a ler: 
Faz sentido disponibilizar horários incompletos para vinculados que recebem em função do escalão e não das horas que lecionam?

A segunda proposta que devo comentar é a de que seja considerada a graduação profissional como critério único de ordenação.
Ora relativamente a esta, pergunto se isso vale para todos os professores que acumulam nota final de curso e dias de serviço como professores, ou só para aqueles que vão acumulando dias de serviço no ensino público?

É porque se for só para estes últimos, não me canso de referir, é ilegal, pois vai contra o n.º2 do Artigo 47.º da CRP

                      Artigo 47.º(Liberdade de escolha de profissão e acesso à função pública)

1. Todos têm o direito de escolher livremente a profissão ou o género de trabalho, salvas as restrições legais impostas pelo interesse colectivo ou inerentes à sua própria capacidade.
2. Todos os cidadãos têm o direito de acesso à função pública, em condições de igualdade e liberdade, em regra por via de concurso.
Tenho dito!

Veja o vídeo aqui

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